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A RESISTÊNCIA TAMBÉM SE ESCREVE

Ele grita “Deus, Pátria e Família” de um lado… e assina contrato milionário com agência na dívida ativa do outro. Cuiabá sangra enquanto o prefeito bolsonarista faz propaganda — de si mesmo.

Pela Redação | A Voz do Povo em Tela

Abílio Brunini, o prefeito que adora posar de “cruzado da moral e dos bons costumes”, acaba de protagonizar mais um capítulo da velha novela bolsonarista: o moralista com verba pública nos bolsos certos.

Mesmo com a Prefeitura de Cuiabá mergulhada em dívidas e alegações de caixa negativo, Abílio não pensou duas vezes antes de assinar, sem licitação, quatro contratos emergenciais de R$ 12 milhões cada com agências de publicidade — totalizando módicos R$ 48 milhões.

Sim, senhoras e senhores. A mesma turma que grita contra o “sistema”, “o toma lá, dá cá”, “o comunismo” e qualquer centavo para programas sociais, parece não ver problema algum em torrar dinheiro do povo com propaganda institucional — a nova prioridade do “Estado mínimo” bolsonarista.

E como todo bom enredo dessa saga, as empresas escolhidas para receber a bolada são as mesmas que atuaram na gestão anterior, aquela que o próprio Abílio dizia combater com todas as forças. Uma delas, a J.V. Fermino Publicidade, é comandada por um empresário inscrito na Dívida Ativa do município. A cereja do bolo: o valor do contrato ultrapassa em seis vezes o teto legal permitido para esse tipo de dispensa de licitação. Mas nada que uma “urgência institucional” não justifique, certo?

Tudo foi denunciado pelo vereador Jeferson Siqueira ao Ministério Público, que agora apura o caso sob sigilo. A prefeitura, por sua vez, diz que seguiu todos os trâmites legais. A mesma desculpa de sempre — como se legalidade, por si só, fosse sinônimo de moralidade.

O mais curioso (ou trágico) é que essa história não surpreende ninguém. É o padrão bolsonarista: grita-se contra a corrupção enquanto se faz contratos obscuros; fala-se em austeridade enquanto se engorda a própria máquina de marketing; ataca-se o “sistema” enquanto se toma banho nele.

Abílio, o “anticorrupção”, já foi até preso por desobediência judicial quando era vereador. E agora, como prefeito, repete o comportamento do chefe-mor de sua seita: adora pregar a moral, desde que ela não atrapalhe seus próprios interesses.

O povo cuiabano, que deveria ver esse dinheiro investido em saúde, educação, transporte e infraestrutura, recebe de volta um pacote de propaganda institucional turbinada. Não tem médico na UPA, mas tem post bonito no Instagram da prefeitura. Não tem asfalto decente, mas tem banner institucional. Não tem creche, mas tem “gestão com transparência” estampada em outdoors pagos com dinheiro do contribuinte.

Como diria um meme famoso: “Parabéns aos envolvidos”.

Se isso fosse uma série, o episódio se chamaria:
📺 “Bolsonaristas em Cuiabá: como lucrar chorando contra o sistema”

Enquanto isso, um novo processo licitatório deve ser aberto em agosto. Até lá, as agências seguem faturando — e Abílio, sorrindo para a câmera com a bandeira do Brasil nos ombros, segue pagando de herói.

Mas o povo já entendeu o roteiro. A saga bolsonarista não é sobre combater a corrupção. É sobre substituí-la pelos seus próprios esquemas — sempre com Deus na boca e o dinheiro do povo na mão.


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