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A RESISTÊNCIA TAMBÉM SE ESCREVE
Em pleno ano eleitoral, mulheres mato-grossenses precisam transformar indignação em consciência política e cobrar propostas reais de combate à violência sexual no estado.

Pela Redação | A Voz do Povo em Tela

Sinop voltou a aparecer de forma alarmante nos noticiários estaduais por um motivo revoltante. Segundo reportagem exibida no programa Bom Dia MT, da Rede Globo, a cidade ocupa atualmente o 2º lugar no ranking de registros de estupro de vulnerável em Mato Grosso, ficando atrás apenas de Cuiabá.

A informação expõe uma realidade brutal que não pode mais ser escondida atrás de propaganda política, discursos eleitorais vazios e campanhas milionárias. O problema não é pequeno. O problema virou uma emergência social.

Crianças e adolescentes seguem sendo violentados enquanto boa parte da classe política prefere discutir palanque, alianças e disputa de poder. Mato Grosso, um dos estados mais ricos do agronegócio brasileiro, continua falhando em proteger mulheres, meninas e famílias inteiras do medo e da violência sexual.

E diante dessa tragédia, surge uma pergunta que precisa ecoar em todo o estado neste ano eleitoral: que tipo de político merece receber o voto das mulheres mato-grossenses?

Não é mais aceitável ver candidatos tentando posar de defensores da família enquanto carregam histórico de agressão contra mulher, violência doméstica, ameaças, misoginia ou discursos que incentivam o desrespeito feminino.

Mulher nenhuma deveria normalizar esse tipo de comportamento.

O voto feminino precisa deixar de ser tratado apenas como estatística eleitoral e passar a ser uma ferramenta de defesa da própria vida, da dignidade e da segurança das futuras gerações.

Mais do que promessas genéricas, os pré-candidatos ao Governo de Mato Grosso, Assembleia Legislativa, Câmara Federal e Senado precisam ter coragem de apresentar um plano concreto de combate à violência sexual e proteção das mulheres e crianças.

A população tem o direito de exigir respostas claras:

Quantas delegacias especializadas serão abertas?

Quantos psicólogos e assistentes sociais serão contratados?

Como será feito o acolhimento das vítimas?

Qual será o investimento em prevenção dentro das escolas?

Como o estado pretende acelerar investigações e impedir reincidência?

Qual política pública será criada para proteger crianças vulneráveis?

O silêncio político diante dessa tragédia não pode continuar.

Não basta aparecer em campanha abraçando criança, fazendo vídeo bonito ou repetindo slogan sobre família. Defender família de verdade é combater o abuso sexual, fortalecer a rede de proteção e garantir segurança para mulheres e crianças dentro de casa, nas ruas e nas escolas.

Sinop não pode continuar sendo lembrada apenas pelos números da violência. E Mato Grosso não pode aceitar que esse cenário vire normalidade.

A dor das vítimas precisa sair das estatísticas e entrar definitivamente no centro do debate eleitoral.

Porque uma sociedade que ignora a violência contra mulheres e crianças não está evoluindo. Está apenas aprendendo a conviver com o horror.

Fonte: Bom Dia MT – Rede Globo, reportagens sobre violência sexual e estupro de vulnerável em Mato Grosso, maio de 2026.


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