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A RESISTÊNCIA TAMBÉM SE ESCREVE
Estado bilionário, potência do agronegócio e com pouco mais de 3,5 milhões de habitantes deveria oferecer saúde pública de excelência — não entregar hospital regional para consórcio cercado de questionamentos

Pela Redação | A Voz do Povo em Tela

A assinatura marcada para amanhã, às 9h, no Palácio Paiaguás, está provocando revolta, preocupação e indignação em toda a região Norte de Mato Grosso. O Governo Otaviano Pivetta pretende oficializar a transferência da gestão do Hospital Regional de Sinop para um consórcio, colocando nas mãos de terceiros uma estrutura que atende diretamente 35 municípios e cerca de 869 mil pessoas.

Mais de R$ 11 milhões por mês em recursos públicos estarão envolvidos na operação.

E a pergunta que cresce entre profissionais da saúde, pacientes e moradores do Nortão é simples: por que terceirizar um dos principais hospitais públicos da região em vez de fortalecer a gestão pública estadual?

Mato Grosso possui um dos agronegócios mais ricos do planeta, lidera a produção agropecuária nacional, tem um dos maiores PIBs per capita do Brasil e conta com pouco mais de 3,5 milhões de habitantes. Era para a população mato-grossense ter uma saúde pública de excelência, hospitais modernos, profissionais valorizados e atendimento digno.

Mas a realidade enfrentada diariamente pela população é outra.

Filas, demora por cirurgias, dificuldades de acesso, municípios sobrecarregados e pacientes viajando centenas de quilômetros em busca de atendimento hospitalar. Em vez de ampliar investimentos diretos, realizar concursos públicos e fortalecer a estrutura do SUS estadual, o governo decide entregar a administração do Regional de Sinop para um consórcio cercado de questionamentos e denúncias de falta de transparência.

As preocupações não surgiram do nada.

Nos últimos dias, reportagens do portal Deixa Que Eu Te Conto trouxeram documentos públicos, denúncias e análises sobre o processo de transferência da unidade hospitalar. Entre os pontos levantados estão suspeitas de desvio de finalidade, ausência de transparência e temor sobre o futuro do atendimento prestado à população da região.

O caso chegou inclusive à Justiça.

A situação se torna ainda mais grave porque acontece em pleno ano eleitoral. A saúde pública não pode virar instrumento político, muito menos laboratório administrativo para experiências que colocam em risco um hospital estratégico para quase 900 mil pessoas.

Quando um governo terceiriza a saúde pública, cresce também a sensação de que faltam capacidade de gestão, planejamento e compromisso com o fortalecimento do SUS.

A população mato-grossense produz riqueza, movimenta bilhões na economia e sustenta uma das maiores potências agrícolas do planeta. Em troca, merece respeito, transparência e atendimento digno.

Hospital público não é mercadoria.
Saúde não pode ser tratada como negócio político.

E qualquer decisão que envolva vidas humanas precisa ser debatida com clareza, responsabilidade e participação popular.

Agora, caberá à população observar atentamente quem defende o fortalecimento da saúde pública e quem prefere transferir responsabilidades para terceiros enquanto o povo continua enfrentando filas, sofrimento e abandono.

Nas urnas, a resposta sempre chega.

Fonte: Deixa Que Eu Te Conto – “Transferência do Hospital Regional de Sinop gera questionamentos”; Deixa Que Eu Te Conto – “Em menos de dois meses, gestão Pivetta acumula crises na saúde e mudança no Regional de Sinop amplia temor no SUS”; Deixa Que Eu Te Conto – “Gestão do Hospital Regional de Sinop por consórcio levanta suspeita de desvio de finalidade”; Deixa Que Eu Te Conto – “Falta de transparência na entrega do Regional de Sinop a consórcio sem experiência vai parar na Justiça”


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