
O ex-presidente que debochava da dor do povo e dizia ser “imorrível” agora encara o STF na semana mais importante da democracia brasileira.
Pela Redação | A Voz do Povo em Tela
A terça-feira, 09 de setembro, amanhece marcada como o início da semana mais importante da democracia brasileira. Às 8h, começa no Supremo Tribunal Federal o julgamento histórico de Jair Bolsonaro, o ex-presidente que transformou o Planalto em picadeiro de frases grotescas, desprezo pela vida e conspirações contra a Constituição.
O mesmo homem que dizia ser “imbrochável, imorrível e incomível”, e que garantia que “só Deus” poderia tirá-lo da presidência, agora se vê diante da Justiça terrena, que responde pelo nome de STF. A ironia da história é cruel: aquele que zombava da dor do povo agora precisa explicar sua própria trama golpista.
O pacote de crimes
Bolsonaro enfrenta acusações que não cabem em um simples boletim:
- Tentativa de golpe de Estado e abolição violenta do Estado Democrático de Direito, por conspirar com militares e aliados para permanecer no poder mesmo após perder as eleições de 2022.
- Organização criminosa e incitação de atos que culminaram nos ataques de 8 de janeiro de 2023, quando vândalos invadiram e depredaram os Três Poderes em Brasília.
- Atentado contra a saúde pública durante a pandemia, com a promoção criminosa de medicamentos ineficazes, atrasos deliberados na compra de vacinas e campanhas de desinformação.
- Prevaricação, charlatanismo e crime contra a humanidade, como apontou a CPI da Covid, que o indiciou por nove crimes, entre eles o de epidemia com resultado de morte.
As frases do desgoverno
Se sua herança política já é sombria, as frases deixadas por Bolsonaro serão lembradas como cicatrizes na memória nacional:
- “E daí?” — quando questionado sobre os mortos da pandemia.
- “Não sou coveiro” — ao ser cobrado pelas vítimas da Covid.
- “Imbrochável, imorrível e incomível” — em comício enquanto famílias enterravam seus mortos.
- “Vai comprar vacina na casa da tua mãe” — debochando da corrida por imunizantes.
- “Só Deus me tira da presidência” — desafio agora respondido pela Justiça.
O mito em ruínas
O mito ruiu. O homem que se vendia como salvador da pátria deixou ao Brasil fome, desemprego, desprezo às instituições e mais de 700 mil mortos na pandemia. Agora, precisa responder por cada ato, cada palavra, cada conspiração.
A semana que começou hoje, às 8h, será lembrada como o marco da virada: quando a democracia brasileira mostrou que não se curva a bravatas, nem a delírios autoritários. E, ao contrário do que Bolsonaro dizia, não foi Deus quem o tirou do trono — foi a força da Constituição e a coragem da Justiça.

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