
Obstruíram o Congresso, mentiram nas redes e agora levam um balde de água fria com a declaração de Hugo Motta: não teve acordo nenhum — muito menos anistia
Pela Redação | A Voz do Povo em Tela
Nesta semana, o Brasil assistiu a mais um espetáculo constrangedor protagonizado pela bancada bolsonarista. Ao ocuparem as Mesas Diretoras da Câmara e do Senado em protesto contra a prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro, deputados e senadores deram um show de histeria e chantagem institucional. Mas o desfecho foi bem diferente do que os fanáticos anunciaram.
Entre terços, correntes e encenações, os “patriotas” diziam que só deixariam os cargos ocupados à força se fossem pautados dois temas: o impeachment de Alexandre de Moraes e a famigerada anistia aos golpistas de 8 de janeiro. Chegaram a afirmar que um acordo teria sido firmado para atender às suas exigências. Nas redes sociais, a bolha bolsonarista comemorava: “Vencemos! Vai ter anistia!”.
Spoiler: não vai.
Na quarta-feira (6), em meio a empurra-empurra e teatrinho parlamentar, os aliados de Jair Bolsonaro abandonaram o plenário da Câmara após quase dois dias de ocupação. Logo correram para as redes dizendo que só saíram porque conseguiram um acordo com o presidente da Câmara, Hugo Motta.
Mas aí veio a ducha de realidade.
Na manhã seguinte (quinta, 7), Hugo Motta falou com a imprensa e desmoralizou a encenação toda:
“A presidência da Câmara é inegociável. Quero que isso fique bem claro. O presidente da Câmara não negocia suas prerrogativas, nem com a oposição, nem com o governo, nem com absolutamente ninguém.”
Ou seja: o grito de “vitória” da extrema direita era só mais um capítulo da série “Fake News e Ilusões Bolsonaristas”. Não houve acordo. Não haverá anistia. E Hugo Motta ainda prometeu tomar providências contra os parlamentares que impediram as sessões da Casa. Mais um vexame para a coleção.
O único “acordo” que ocorreu foi a Polícia Legislativa retomando o espaço e devolvendo a democracia para o lugar de onde os bolsonaristas tentaram expulsá-la a gritos, correntes e encenação.
No Senado, a situação não foi menos ridícula. Magno Malta (PL-ES), eterno ator da ala gospel-bolsonarista, se acorrentou na cadeira da presidência como se estivesse na Netflix. Não rendeu episódio, não rendeu anistia, só vergonha.
A tentativa de empurrar goela abaixo a anistia — para livrar da cadeia os financiadores e executores do 8 de janeiro — fracassou. O impeachment de Moraes, por sua vez, virou piada de mau gosto: o ministro segue firme, cumprindo seu papel de guardião da Constituição.
A verdade é que os bolsonaristas, quando são derrotados democraticamente, apelam para o teatro e a mentira. Tentam criar fatos políticos nas redes, onde ainda enganam parte da população com suas fake news. É o famoso “complexo de vira-lata invertido”: acham que o mundo gira ao redor do Telegram.
Mas o Brasil real é outro. É o Brasil que quer isenção para quem ganha até dois salários mínimos, que precisa da Farmácia Popular, da Tarifa Social de Energia, do Mais Médicos, do Minha Casa Minha Vida. E não de deputados com fita na boca encenando a própria derrota.
A lição é simples: quando bolsonaristas dizem que venceram, pode apostar que perderam. Quando dizem que fizeram acordo, é porque foram escorraçados. E quando dizem que amam a democracia… bom, aí é só rir.

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