
Ex-prefeito de Sinop e atual deputado federal é mencionado por cinco ex-executivos da Aegea em acordos homologados pelo STJ; acusações ainda são investigadas e não representam condenação judicial.
Pela Redação | A Voz do Povo em Tela
O deputado federal Juarez Costa voltou ao centro das atenções após ser citado por cinco ex-executivos da Aegea Saneamento em acordos de colaboração premiada homologados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Os delatores afirmam que aproximadamente R$ 30 milhões e um veículo BMW teriam sido destinados ao então prefeito de Sinop em um suposto esquema relacionado a contratos e interesses da empresa no setor de saneamento.
Segundo os depoimentos apresentados às autoridades, os supostos pagamentos ocorreram entre 2010 e 2018, período que abrange os dois mandatos de Juarez Costa à frente da Prefeitura de Sinop e os anos posteriores à sua gestão. Os relatos apontam que os repasses teriam sido realizados para garantir interesses estratégicos da companhia em contratos públicos ligados ao abastecimento de água e esgotamento sanitário.
As acusações foram feitas por ex-dirigentes da Aegea, considerada uma das maiores empresas privadas de saneamento do país. Os colaboradores afirmaram que os valores teriam sido repassados ao longo de vários anos por meio de intermediários e operações financeiras destinadas a ocultar a origem dos recursos.
Um dos pontos que mais chamou atenção nas delações foi a afirmação de que uma BMW de luxo teria sido adquirida e entregue durante o período investigado. Além disso, os depoimentos relatam supostas entregas de dinheiro em espécie e movimentações financeiras realizadas em diferentes estados brasileiros.
Os delatores também afirmam que a empresa teria desembolsado cerca de R$ 63 milhões em pagamentos ilícitos envolvendo contratos de saneamento em diversos municípios brasileiros. O caso integra uma investigação nacional que apura a atuação da companhia em diferentes estados.
A divulgação dos depoimentos gera forte repercussão política em Mato Grosso, especialmente porque Juarez Costa segue exercendo mandato na Câmara dos Deputados e continua sendo uma das principais lideranças políticas da região norte do estado.
Até o momento, as acusações têm como base os relatos dos colaboradores da Justiça e seguem sob investigação. Não há condenação judicial relacionada aos fatos narrados nas delações. O parlamentar tem direito à ampla defesa e ao contraditório durante todo o processo de apuração.
Com a repercussão nacional do caso, cresce a expectativa por esclarecimentos e pelo avanço das investigações para confirmar ou afastar as acusações apresentadas pelos ex-executivos da empresa.

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