
Com o apoio decisivo do ministro e senador Carlos Fávaro, Natasha Slhessarenko chega à disputa como o novo rosto de um Mato Grosso que busca renovação e responsabilidade pública.
Pela Redação | A Voz do Povo em Tela
Médica, empresária e professora universitária, Natasha Slhessarenko inicia sua pré-candidatura ao governo de Mato Grosso pelo PSD apresentando uma biografia sólida e reconhecida dentro e fora do estado. Formada pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), com especializações em Pediatria e Patologia Clínica, e atuação profissional em importantes centros de saúde do país, a pré-candidata também se destaca como dirigente do Laboratório Carlos Chagas, referência em análises clínicas e gestão em saúde.
Sua trajetória combina experiência técnica, gestão de equipes, produção científica e atuação humanizada, elementos que a colocam entre as figuras mais qualificadas tecnicamente para participar do debate político estadual. Essa formação permite que ela compreenda com profundidade os desafios estruturais de Mato Grosso, especialmente nas áreas de saúde pública, proteção social, desenvolvimento econômico e segurança das mulheres.
Desafio 1: A violência contra mulheres em Mato Grosso
Os indicadores de violência de gênero no estado são alarmantes. Em 2024, Mato Grosso registrou a maior taxa de feminicídios do país, com 47 mulheres assassinadas — uma proporção de 2,5 mortes por 100 mil mulheres. Além disso, foram contabilizados 2.715 casos de estupro e estupro de vulnerável, enquanto o município de Sorriso atingiu a 2ª maior taxa de estupros do Brasil, com 131,9 casos por 100 mil habitantes.
O estado possui mais de 1,3 milhão de mulheres, representando 51% do eleitorado, e enfrenta uma estrutura insuficiente para garantir proteção, atendimento especializado, perícia e acolhimento. O desafio a ser enfrentado exige políticas permanentes, delegacias especializadas funcionando 24h, equipes completas, instrumentos de monitoramento de agressores, ampliação de casas-abrigo, ações educativas e suporte econômico para mulheres em situação de violência.
Natasha tem reiterado, em falas públicas, que a proteção das mulheres precisa ser tratada como tema estruturante e não como ação pontual.
Desafio 2: A fragilidade do sistema estadual de saúde
Apesar da realização de concurso público, o Estado convocou poucos profissionais, deixando diversas unidades hospitalares e serviços essenciais operando com equipes reduzidas. Hospitais regionais, laboratórios, setores técnicos e unidades de referência funcionam sob sobrecarga, com dependência crescente de terceirizações.
O conjunto de problemas inclui:
- déficit de profissionais efetivos,
- necessidade de concursos amplos e inclusivos,
- falta de equipes completas em serviços especializados,
- sobrecarga de enfermagem e equipes técnicas,
- atendimento insuficiente de média e alta complexidade.
Por sua formação médica e experiência na gestão de serviços laboratoriais, Natasha conhece diretamente os impactos dessa estrutura precária sobre profissionais e pacientes, e tem destacado a necessidade de encarar esse tema com seriedade administrativa.
Desafio 3: Fome, desigualdade e a contradição entre agro e realidade social
Embora Mato Grosso seja potência nacional do agronegócio, enfrenta um cenário crítico de insegurança alimentar.
Atualmente, 150 mil pessoas passam fome no estado, o equivalente a 3,9% da população — índice superior ao limite usado pela ONU para definição de Mapa da Fome (2,5%).
Outro dado relevante: 80% dos produtos da agricultura familiar consumidos no estado são trazidos de fora de Mato Grosso, revelando um desequilíbrio entre produção local, distribuição de renda e abastecimento interno.
A agricultura familiar é responsável por grande parte dos alimentos que chegam à mesa das famílias, mas historicamente recebe menos investimentos que o grande agroexportador.
O ministro da Agricultura e senador Carlos Fávaro tem adotado medidas estruturantes, entre elas:
- instalação da Embrapa na Baixada Cuiabana, fortalecendo pesquisa agrícola e inovação;
- implementação do programa Solum Vivo, que recupera áreas degradadas e amplia produtividade;
- estímulo à agroindustrialização, agregando valor à produção regional;
- incentivo direto à agricultura familiar e cadeias produtivas locais.
Essas iniciativas têm sido apontadas como estratégicas para corrigir desequilíbrios internos e garantir desenvolvimento mais amplo.
Desafio 4: Desenvolvimento regional e integração do estado
Mato Grosso apresenta disparidades profundas entre regiões. Cidades do eixo do agronegócio avançam rapidamente, enquanto outras áreas convivem com falta de infraestrutura, serviços públicos insuficientes e ausência de políticas continuadas para desenvolvimento social.
O estado enfrenta dificuldades relacionadas a:
- desigualdade territorial,
- oferta insuficiente de serviços de segurança e saúde em polos emergentes,
- falta de integração entre planejamento urbano, produção agrícola, educação e proteção social,
- fragilidade na regionalização e ausência de políticas de longo prazo.
Esses temas têm surgido com frequência nos debates envolvendo a pré-candidata, que destaca a necessidade de enfrentar o tema com base em diagnóstico técnico e planejamento consistente.
A base política que sustenta a pré-candidatura
O lançamento da pré-candidatura ocorre no contexto de fortalecimento do PSD, que hoje se consolidou como a maior força municipalista do Brasil, com mais de 1.400 prefeitos. Nenhuma outra sigla possui presença territorial comparável.
Esse cenário oferece estrutura, capilaridade e articulação política para apoiar uma disputa majoritária no estado.
O apoio do ministro e senador Carlos Fávaro acrescenta relevância política à pré-candidatura, especialmente pelo papel estratégico que ele desempenha no diálogo entre governo federal, agronegócio, agricultura familiar e desenvolvimento regional.
Essa combinação — base partidária forte, articulação nacional e currículo técnico — coloca Natasha entre os nomes mais robustos da disputa estadual.

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