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A RESISTÊNCIA TAMBÉM SE ESCREVE

Hoje o Governo Federal complementa. Mas se amanhã vier um governo que despreza a enfermagem — como a história recente já mostrou — essa complementação some, e Várzea Grande deixa a categoria exposta, sem segurança e à mercê da própria sorte.

Pela Redação | A Voz do Povo em Tela

A Prefeitura de Várzea Grande, comandada pela prefeita bolsonarista Flávia Moretti, acaba de expor no novo edital da saúde o desrespeito institucionalizado contra os profissionais de enfermagem. Ao adotar salários-base muito abaixo do piso nacional, o município transfere para Brasília a responsabilidade que é sua — e ainda tenta vender isso como normalidade administrativa.

No documento, a distorção salarial é gritante. Para Técnico de Enfermagem, Várzea Grande estabelece uma base de apenas R$ 1.518,50, quando o piso nacional é de R$ 3.325,00. Já para Enfermeiro, o salário-base aparece em R$ 2.843,84, muito distante do piso de R$ 4.750,00. Toda a diferença é bancada pelo Governo Federal, que segura sozinho a valorização da categoria enquanto o município cruza os braços.

Mas a armadilha vai além disso. Todas as gratificações, insalubridade, quinquênios, adicionais noturnos, férias, progressões e aposentadorias são calculados somente sobre a base municipal, e não sobre o valor total do piso.
O profissional até recebe o piso — mas seus direitos são calculados sobre um salário rebaixado e artificialmente reduzido pelo município. É um golpe silencioso e cruel.

E há um risco ainda mais grave por trás dessa manobra:

Hoje, o Governo Federal complementa.
Mas basta voltar ao poder um governo que despreza a enfermagem — algo que o Brasil viveu recentemente — para que essa complementação desapareça. E quando isso acontecer, o salário real dos trabalhadores despenca para os valores vergonhosos fixados pela prefeita Flávia Moretti.

Essa estratégia coloca toda a categoria em situação de total vulnerabilidade, à mercê das mudanças políticas em Brasília, sem proteção e sem estabilidade financeira. É o oposto da valorização que a enfermagem merece depois de anos de luta, pandemia e enfrentamento diário nas unidades de saúde.

Valorizar a enfermagem exige responsabilidade e coragem: pagar o piso no salário-base, como determina a lei, garantindo todos os direitos que acompanham esse piso.
O que Várzea Grande faz hoje é o contrário: precariza, esconde e tenta empurrar o problema para outros.

Enquanto isso não muda, a cidade segue tratada com descaso por uma gestão que prefere propaganda a compromisso, e que ignora o valor dos profissionais que mantêm o sistema de saúde funcionando.

O piso da enfermagem não é favor — é lei, dignidade e justiça.


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