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A RESISTÊNCIA TAMBÉM SE ESCREVE

Enquanto o vício em apostas destrói famílias e cresce como epidemia silenciosa no país, o Partido dos Trabalhadores parte para o enfrentamento direto contra o poder bilionário das casas de apostas. O projeto apresentado pela bancada petista dobra a taxação do setor, de 12% para 24%, e garante que metade da arrecadação vá para financiar o sistema de Seguridade Social — fortalecendo saúde, previdência e assistência pública.

Pela Redação | A Voz do Povo em Tela

As plataformas de apostas online movimentam R$ 360 bilhões por ano no Brasil, o que equivale a quase o orçamento inteiro do Ministério da Saúde. Diante dessa avalanche financeira, o PT decidiu agir com firmeza. O projeto, apresentado pelo deputado Lindbergh Farias (PT-RJ), busca corrigir uma distorção absurda: enquanto o trabalhador paga imposto até no pão, as bets, que lucram com o desespero do povo, seguem blindadas.

A proposta vem após o Congresso deixar caducar a MP 1.303, que previa um aumento mais tímido de 12% para 18%. Com a inércia da Câmara, o governo deixou de arrecadar R$ 46,5 bilhões. Agora, com o novo projeto petista, o país pode recuperar essa perda e ainda transformar a arrecadação em investimento social direto.


🎰 O império das apostas e o colapso social

Estudo da USP mostra que o vício em apostas atinge 2 milhões de brasileiros, enquanto outros 11 milhões estão em situação de risco. Entre adolescentes, mais da metade já demonstra sinais de dependência.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) classifica o vício em jogos como uma doença mental, registrada sob os códigos CID-10 Z72.6 e F63.0, e o Brasil já reconhece oficialmente o transtorno de jogo patológico como problema de saúde pública.

E quem paga essa conta é o povo. Todos esses pacientes acabam sendo tratados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que precisa atender a uma demanda crescente por internações, terapias e acompanhamento psiquiátrico de dependentes digitais e apostadores compulsivos.
Enquanto as casas de apostas acumulam bilhões em lucros, é o SUS — sustentado pelos impostos da população trabalhadora — que carrega o peso de tratar os doentes produzidos por essa engrenagem de lucro e vício.


🧮 O cálculo da justiça social

Com uma movimentação anual de R$ 360 bilhões, o projeto do PT pode render R$ 86 bilhões em arrecadação extra por ano. Desse total, R$ 43 bilhões seriam destinados à Seguridade Social — dinheiro que poderia bancar novos hospitais, programas de saúde mental, reabilitação de dependentes e ações preventivas em todo o país.

“Não estamos falando de arrecadar mais, mas de fazer o certo”, disse Lindbergh Farias. “O Brasil precisa decidir se quer proteger o povo ou proteger as bets.”

O deputado destacou ainda que o aumento não é desproporcional: “Mesmo com a nova alíquota, o país ainda estará abaixo da França (33%) e da Alemanha (25%), onde o jogo é tratado como assunto de saúde pública e segurança social.”


💥 A resistência bilionária

A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL), que representa as operadoras, reagiu chamando o projeto de “inoportuno e sem técnica”. Mas a narrativa não convence. As casas de apostas já operam com lucros gigantescos, muitas sediadas em paraísos fiscais, fora do alcance da Receita Federal.
A verdade é simples: quem se beneficia de isenção quer continuar livre do peso da responsabilidade.

Enquanto o PT propõe um modelo de justiça fiscal, o Centrão e a bancada dos jogos se articulam para impedir o avanço do texto. Parlamentares que recebem patrocínio de empresas de apostas tentam vender o discurso de “liberdade de mercado”, como se explorar a esperança do povo fosse um direito sagrado.


🌍 A referência internacional e o atraso brasileiro

Nos países sérios, o jogo não é tratado como brincadeira — é responsabilidade social. O Reino Unido cobra 21%, a França chega a 33%, a Itália e a Espanha aplicam 20%, o México 30%, e até o Quênia mantém 15%. Nos Estados Unidos, a tributação varia de 20% a 50%, dependendo do estado — Nova York, por exemplo, cobra 51% sobre a receita das casas de apostas.
Esses modelos mostram que é possível equilibrar arrecadação e controle social: quanto maior o lucro privado e o risco público, maior deve ser a compensação fiscal.
Mas, no Brasil, a ala bolsonarista do Congresso segue protegendo os bilionários das bets e impedindo o aumento da taxação — não por convicção, mas por conveniência.


📈 O papel histórico do PT

Desde a redemocratização, o Partido dos Trabalhadores tem sido o principal defensor do SUS e das políticas de Seguridade Social. Agora, ao propor a taxação justa sobre o mercado de apostas, reafirma seu compromisso com o povo e com o uso responsável do dinheiro público.

O projeto simboliza uma escolha política e moral: de um lado, as bets e seus lucros obscenos; do outro, o Brasil real, que precisa de hospitais, psicólogos e escolas.
Se o Congresso tiver coragem de votar, o país poderá transformar uma praga social em uma fonte de financiamento para a saúde pública.

📈 Um projeto moral e político

A proposta petista vai além da arrecadação. Representa um posicionamento ético: o Estado precisa proteger o cidadão, não o cassino. O dinheiro das apostas precisa servir à reconstrução social, e não ao lucro estrangeiro.
O projeto ainda enfrenta forte lobby no Congresso, mas carrega o apoio da maioria da população, cansada de ver o país sangrar para sustentar o luxo de poucos.

Se aprovado, será um marco na política brasileira — e uma vitória da razão sobre a ganância.


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