
Mesmo condenada a 14 anos de prisão, bolsonarista ainda se achava “heroína da pátria”
Pela Redação | A Voz do Povo em Tela
A empresária mato-grossense Jorgeleia Schmoeler, de Juara, teve a prisão imediata decretada pelo ministro Alexandre de Moraes após ser condenada a 14 anos de prisão pelos crimes cometidos nos atos golpistas de 8 de Janeiro de 2023. Com a sentença já transitada em julgado, ela agora é considerada foragida da Justiça.
Jorgeleia não é novata nessa história. Em 2023, foi alvo da Operação Lesa Pátria e chegou a usar tornozeleira eletrônica, alegando depois que os problemas de monitoramento eram “falhas técnicas”. Mas os vídeos daquele dia em Brasília não deixam margem de dúvida: ela aparece dentro do Congresso Nacional, gritando que estava “fazendo parte da história” enquanto os prédios públicos eram depredados. A história, de fato, foi escrita — só que nas páginas do STF, e não nos livros de glória que os golpistas sonhavam.
A empresária foi condenada por golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio público tombado. A mesma pessoa que dizia em grupos de WhatsApp que o quebra-quebra foi “emocionante” agora entra para a lista dos foragidos da Polícia Federal, ao lado de outros condenados como Evandro Ericson Vieira de Medeiros e Márcio Castro Rodrigues.
Não por acaso, Mato Grosso foi o estado que mais financiou a aventura golpista de 8 de Janeiro. E aqui cabe uma reflexão: nas eleições de 2024 para vereadores e prefeitos, ninguém levantou a voz contra as urnas eletrônicas. Para deputado estadual, federal, senador ou prefeito, elas servem. Mas para presidente, de repente, viram fraude? Que porra é essa? Que sirva de lição para 2026: democracia não é buffet de shopping para escolher apenas o prato que agrada. Resultado de urna se respeita.
Agora, sem a bandeira verde e amarela para posar de patriota, Jorgeleia terá que enfrentar a realidade nua e crua: o uniforme da penitenciária substitui o figurino de “heroína da pátria”. E o Brasil segue, apesar da resistência dos que confundem vandalismo com patriotismo.

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