
Enquanto milhares de mato-grossenses enfrentam obras intermináveis e congestionamentos diários, deputado exige auditoria completa sobre contratos milionários e reforça que concluir o BRT não pode significar abrir mão da fiscalização.
Pela Redação | A Voz do Povo em Tela
O deputado estadual Lúdio Cabral voltou a assumir protagonismo na fiscalização das obras do BRT de Cuiabá e Várzea Grande ao protocolar uma representação no Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) pedindo a apuração de possíveis irregularidades em contratos que somam R$ 403,5 milhões. A iniciativa reforça uma característica que tem marcado a atuação do parlamentar: defender a conclusão das obras necessárias para a população sem abrir mão da transparência e do controle dos recursos públicos. (Assembleia Legislativa de Mato Grosso)
Desde o início da implantação do BRT, Lúdio tem acompanhado o andamento dos trabalhos, realizado fiscalizações, participado de audiências públicas e cobrado explicações da Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra). Agora, diante da sucessão de contratações emergenciais sem licitação, o parlamentar decidiu acionar os órgãos de controle para garantir que cada centavo investido seja devidamente fiscalizado. (Gazeta Digital)
Os contratos questionados envolvem três etapas diferentes das obras. O primeiro lote, de R$ 155,1 milhões, foi destinado à conclusão de obras remanescentes de infraestrutura. O segundo, de R$ 120,4 milhões, refere-se à construção das estações do sistema. Já o terceiro contrato, de R$ 128 milhões, trata da construção dos terminais e do Centro de Controle Operacional (CCO). Em todos os casos, a empresa Lotufo Engenharia aparece diretamente ou por meio de consórcio. (Gazeta Digital)
O ponto central da representação apresentada por Lúdio é que a emergência utilizada para justificar as dispensas de licitação surgiu após a rescisão do contrato original do BRT, firmado em 2022 por R$ 502,9 milhões e encerrado em março de 2025. O deputado argumenta que a repetição sucessiva de contratações emergenciais precisa ser analisada pelo TCE para verificar se os procedimentos respeitaram a legislação vigente. (Assembleia Legislativa de Mato Grosso)
Outro aspecto que chamou a atenção do parlamentar envolve as estações do BRT. Conforme destacado na representação, uma contratação semelhante chegou a ser estimada em aproximadamente R$ 68 milhões e, poucos meses depois, passou para cerca de R$ 120 milhões para o mesmo objeto. Essa diferença de valores é um dos pontos que o deputado pede que seja investigado pelos órgãos de controle. (Gazeta Digital)
A atuação de Lúdio vai além do pedido de auditoria. O parlamentar também solicitou que a Sinfra preserve todos os documentos relacionados às contratações e apresente cronogramas para futuras licitações, evitando que a excepcionalidade das dispensas emergenciais se transforme em regra permanente. Além disso, o secretário estadual de Infraestrutura, Marcelo de Oliveira, foi convocado para prestar esclarecimentos sobre as obras e os contratos na Assembleia Legislativa. (Gazeta Digital)
A postura do deputado tem sido a de equilibrar duas demandas fundamentais da sociedade. De um lado, a necessidade urgente de concluir uma obra que afeta diariamente trabalhadores, estudantes, comerciantes, entregadores e motoristas. De outro, a obrigação de garantir que os recursos públicos sejam utilizados com transparência, eficiência e respeito à legislação.
Em suas manifestações públicas, Lúdio tem deixado claro que não é contra a continuidade do BRT. Pelo contrário. O parlamentar defende que a obra seja concluída o mais rápido possível para aliviar os impactos no trânsito e melhorar a mobilidade urbana da região metropolitana. O que ele questiona é a necessidade de garantir que todo o processo ocorra dentro da legalidade e sob rigorosa fiscalização. (Gazeta Digital)
A iniciativa ganha ainda mais relevância porque o BRT se tornou uma das maiores obras de mobilidade urbana de Mato Grosso. Após o abandono definitivo do projeto do VLT, o modal foi apresentado como solução para melhorar o transporte coletivo na região metropolitana de Cuiabá e Várzea Grande. Entretanto, atrasos, mudanças de contratos, aditivos e sucessivas controvérsias transformaram o empreendimento em um dos temas mais debatidos da política mato-grossense. (Wikipédia)
Ao levar o caso ao Tribunal de Contas, Lúdio Cabral reforça seu papel de fiscalizador dos recursos públicos e demonstra que grandes obras precisam caminhar acompanhadas de transparência. Afinal, a população espera não apenas a entrega do BRT, mas também a certeza de que o dinheiro dos contribuintes está sendo aplicado corretamente.
Fonte: Assembleia Legislativa de Mato Grosso – “Lúdio pede auditoria do TCE em contratos de R$ 400 milhões sem licitação para o BRT”, 08 de junho de 2026. Link: https://www.al.mt.gov.br/midia/texto/ludio-pede-auditoria-do-tce-em-contratos-de-r-400-milhoes-sem-licitacao-para-o-brt/visualizar ; Gazeta Digital, 08 de junho de 2026; Única News, 08 de junho de 2026.

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