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A RESISTÊNCIA TAMBÉM SE ESCREVE

Escondidos lá fora, mas com a mão firme no dinheiro público aqui dentro, os três seguem intocados — e é curioso imaginar o escândalo que fariam se fossem petistas no lugar deles. Patriotas da Shopee adoram fugir, mas nunca da mamata.

Pela Redação | A Voz do Povo em Tela

Enquanto a população brasileira luta diariamente para manter dignidade com salários apertados, serviços públicos sucateados e preços que desafiam a lógica, três deputados federais bolsonaristas — Eduardo Bolsonaro, Alexandre Ramagem e Carla Zambelli — simplesmente desapareceram do país, cada um atolado em investigações pesadas, mas todos continuando a pesar no bolso do contribuinte.

Em outubro, segundo levantamento divulgado pelo O Globo, o trio custou cerca de R$ 460 mil aos cofres públicos, mesmo nenhum deles estando no Brasil naquele mês. Uma soma absurda por si só — mas que pode ser ainda maior: considerando salário, verbas de gabinete, cota parlamentar, assessores, auxílios e toda a estrutura que permanece ativa, o custo total pode chegar a quase R$ 1 milhão por mês.

Gabinetes seguem funcionando. Assessores seguem recebendo. A verba segue liberada.
A única coisa que não funciona é o próprio deputado — porque, para isso, eles teriam que estar no país e exercer o mandato.

EDUARDO BOLSONARO — QUASE UM ANO FORA DO BRASIL

Eduardo Bolsonaro está nos Estados Unidos há quase um ano, ultrapassando a marca simbólica dos 180 dias longe do país, o limite que escancara o abandono do mandato.
Entre as investigações em curso, Eduardo aparece em:

Tramas golpistas para tentar impedir a transição democrática;
Atuação no “gabinete do ódio”, máquina de difamação, fake news e ataques às instituições;
• Redes digitais usadas para minar o STF, o TSE e a própria democracia;
• Possível envolvimento em estruturas antidemocráticas que alimentaram radicalização e violência política.

O autointitulado patriota faz “lives internacionais”, mas não pisa no plenário. Foge da Justiça, mas não foge do dinheiro público. Moral seletiva em modo avião.

ALEXANDRE RAMAGEM — A ABIN PARALELA E O ESCÂNDALO DA ESPIONAGEM

Ex-diretor da Abin, Ramagem está enrolado até o talo no caso da ABIN paralela, que usava sistemas de espionagem ilegal para monitorar jornalistas, adversários políticos, servidores públicos e até ministros de Estado.
As investigações apontam Ramagem como:

• Um dos comandantes de um esquema de vigilância clandestina;
• Envolvido em atuação digital coordenada para atacar instituições;
• Conector entre grupos de inteligência ilegal e redes de desinformação bolsonaristas.

Com o cerco apertando, viajou, sumiu, evaporou — mas não desligou o gabinete. O Estado brasileiro paga a conta enquanto ele vive sua melhor vida de “agente secreto” expatriado.

CARLA ZAMBELLI — A PISTOLEIRA DIGITAL

Zambelli se tornou símbolo do caos bolsonarista ao correr armada pelas ruas de São Paulo em 2022. E não parou por aí. Ela responde por:

Porte ilegal de arma e perseguição armada;
Associação com hackers envolvidos em invasão de sistemas;
• Participação em milícias digitais voltadas a ataques coordenados ao STF;
• Investigações sobre fake news, tumultos digitais e campanhas de desinformação.

A deputada que dizia “defender a lei” está sempre em rota de colisão com a própria Justiça — e, claro, muito distante do Brasil quando o assunto aperta. Mas sua estrutura paga pelo povo segue ativa, limpa, funcionando como se estivesse fazendo algo além de vídeos conspiratórios e mensagens vitimistas.

SE FOSSEM PETISTAS…

A hipocrisia é tão grande que quase dá para ouvir daqui o escândalo que os bolsonaristas fariam se três deputados do PT sumissem do país e continuassem recebendo centenas de milhares de reais por mês sem trabalhar.
Seria manchete eterna, cruzada moralista, pedidos de cassação, lives indignadas, choro em rede social.
Mas como são patriotas da Shopee, a regra muda: fugir pode, sumir pode, desperdiçar dinheiro público pode — desde que o discurso de “perseguição” esteja bem ensaiado.

A CONTA É DO POVO

No fim, a conclusão é cruel e óbvia:
O Brasil banca quase R$ 1 milhão por mês para manter três parlamentares que não aparecem, não votam, não trabalham e não encaram a Justiça.
O país financia o privilégio, a fuga e a farsa.
E os “perseguidos” agradecem — de longe.

Fonte: Câmara dos Deputados – “Transparência Parlamentar”, dados públicos 2025. Link: https://www.camara.leg.br/transparencia/gastos-parlamentares

Fonte: O Globo – “Câmara gasta R$ 460 mil em um mês com deputados que fugiram do Brasil”, publicado em outubro de 2025. Link: https://oglobo.globo.com


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