
A reforma aprovada pelo Contran rompe um ciclo de exclusão que deixou mais de 20 milhões de brasileiros dirigindo sem habilitação por não conseguirem pagar o processo antigo. Agora, o país adota o modelo mais inclusivo da história, desmontando a burocracia e transformando a CNH em instrumento real de mobilidade social.
Pela Redação | A Voz do Povo em Tela
Por décadas, o acesso à CNH foi tratado como privilégio: curso teórico caro, aulas práticas obrigatórias em autoescola, pacotes de até R$ 4 mil e pouco diálogo com a realidade do trabalhador. O resultado veio em números alarmantes: cerca de 20 milhões de pessoas dirigem sem habilitação, segundo a Senatran, muitas por necessidade de trabalhar, levar filhos à escola ou se deslocar em cidades onde o transporte público não supre a demanda.
O quadro é ainda pior entre motociclistas. O Brasil tem cerca de 34,2 milhões de motos, mas 17,5 milhões de condutores não possuem CNH válida — mais da metade. São entregadores, trabalhadores autônomos, moradores de regiões rurais e de periferias que, mesmo sabendo dirigir, nunca puderam pagar as exigências antigas do sistema.
A nova regra, idealizada e defendida publicamente pelo ministro dos Transportes Renan Filho, muda esse cenário de forma profunda. Inspirado em modelos internacionais de formação automobilística, ele levou ao Contran uma proposta ousada, moderna e acessível — que foi aprovada por unanimidade.
Com a nova regulamentação:
– O curso teórico passa a ser gratuito, online e sem carga horária mínima, disponível para qualquer pessoa com acesso à internet;
– As aulas práticas deixam de exigir 20 horas obrigatórias, e o candidato pode treinar com instrutor credenciado em veículo próprio;
– As autoescolas deixam de ser o único caminho, mas continuam existindo como opção;
– O custo total da habilitação pode ficar até 80% mais barato, tornando o processo finalmente possível para quem ganha pouco;
– O acompanhamento do processo será digital, reduzindo burocracia e filas.
Mesmo com a flexibilização, a segurança continua garantida: exames teóricos, práticos, médicos e psicológicos seguem obrigatórios. A mudança não afrouxa o trânsito — democratiza. Não reduz responsabilidade — aumenta cidadania.
A grande virada está na inclusão. Pela primeira vez, o Brasil reconhece que aprender a dirigir não deve ser luxo, e sim parte da vida cotidiana do povo. Milhões que hoje dirigem na informalidade poderão se regularizar, evitando multas, apreensões e riscos. Jovens terão acesso mais rápido ao emprego. Trabalhadores rurais e moradores de periferias poderão se deslocar com dignidade. Entregadores terão mais proteção e formalidade.
A reforma da CNH é mais que mudança administrativa. É política pública com rosto humano. É devolução de direitos. É a quebra de uma barreira que separava quem podia pagar de quem precisava dirigir para sobreviver.
E o mérito dessa transformação tem nome: Renan Filho, o mentor da proposta. Ele enfrentou lobbies antigos, apresentou dados, trouxe transparência e fez aquilo que deveria ser natural em qualquer governo democrático: colocou o povo no centro da decisão.
Esta é uma vitória do trabalhador, da mobilidade e da justiça social. Uma vitória do Brasil que quer andar pra frente.

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