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A RESISTÊNCIA TAMBÉM SE ESCREVE

Blitz na André Maggi revela cenário alarmante: quase metade dos motoristas abordados tinha irregularidades — e muitos ainda insistem em tratar o trânsito como se fosse um videogame sem consequências

Pela Redação | A Voz do Povo em Tela

A 46ª Operação Lei Seca em Sinop, realizada na noite de 28 de novembro e divulgada oficialmente no dia 29, transformou um ponto da avenida André Maggi em um raio-X da cultura do trânsito na cidade. O diagnóstico não é bonito. Em poucas horas de fiscalização, 19 motoristas foram presos por embriaguez ao volante e 47 veículos acabaram removidos, entre carros e motocicletas que circulavam sem condições legais mínimas.

Foram 120 veículos abordados e 138 testes de alcoolemia realizados. Desses, 73 motoristas apresentaram algum tipo de irregularidade, um número que expressa com clareza a dimensão do problema: mais da metade dos condutores fiscalizados estava fora da lei. Para quem acredita no mito do “só um copinho”, a realidade tratou de responder com precisão matemática.

No total, as equipes lavraram 141 autos de infração, sendo 37 por alcoolemia, 11 por recusa ao bafômetro, 19 por dirigir sem CNH, outros tantos por documento vencido ou ausente, e dezenas de multas relacionadas à falta de licenciamento, problemas mecânicos, adulterações e irregularidades administrativas. O trânsito, que deveria ser lugar de circulação e segurança, revelou-se, naquela noite, um grande mosaico de imprudência.

A blitz mobilizou forças integradas do Detran, Polícia Militar, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros, Guarda Municipal, Polícia Penal, Sistema Socioeducativo e Politec. A presença conjunta desses órgãos reforça o entendimento de que a Lei Seca não é uma ação de “pegar desavisado”, mas uma política permanente de preservação da vida — especialmente em uma cidade como Sinop, onde o fluxo de veículos se mistura ao tráfego intenso de caminhões e ao crescimento acelerado das vias urbanas.

Os números da 46ª edição não aparecem isolados. Nas operações anteriores, como a 45ª e a 31ª edição, a realidade já vinha se repetindo: prisões, remoções e taxas altas de motoristas sob efeito de álcool. É um padrão que se alonga, que se repete, que insiste. E cada repetição representa um risco crescente de tragédias que poderiam ser evitadas com o mínimo de responsabilidade.

O ponto central da Lei Seca não está na multa — que é pesada —, nem na burocracia — que é longa. O centro está na vida. Está nas famílias que esperam o retorno de alguém. Está nos pedestres, nos ciclistas, nos motociclistas, nos motoristas que cumprem suas obrigações e que, diariamente, têm suas vidas colocadas em risco pela irresponsabilidade de outros.

A 46ª Operação Lei Seca em Sinop deixa uma mensagem direta: quem bebe e dirige não está “arriscando a própria sorte”; está convidando o acaso a decidir pela vida de terceiros. Não é azar ser parado numa blitz. Azar é conviver numa cidade onde parte dos condutores acredita que a lei não vale para eles.

Enquanto uns escolhem a prudência, outros brincam de roleta-russa com o trânsito. A diferença entre voltar para casa e não voltar — naquela noite — foi o trabalho de um grande efetivo que, mais uma vez, precisou fazer o óbvio: impedir que a imprudência virasse tragédia.

Fonte: Só Notícias – “Operação Lei Seca tem 19 motoristas presos e 47 veículos apreendidos em Sinop”, 29/11/2025. Link: https://www.sonoticias.com.br/policia/operacao-lei-seca-tem-19-motoristas-presos-e-47-veiculos-apreendidos-em-sinop/


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