
O crime organizado levou a maior pancada do ano: facções desmontadas, quase 2 mil presos e milhões em prejuízo — enquanto os “especialistas de WhatsApp” seguem dizendo que “nada está sendo feito”.
Pela Redação | A Voz do Povo em Tela
A 3ª Operação da Rede Nacional de Operações Ostensivas Especializadas (Renoe) tomou o país inteiro entre 19 e 24 de novembro, atingindo todos os estados e o Distrito Federal. Trata-se de uma das maiores ações conjuntas de segurança pública já realizadas no Brasil, reunindo polícias militares, inteligência nacional e coordenação direta do Ministério da Justiça e Segurança Pública.
O balanço é robusto e coloca o governo federal no centro de uma ofensiva inédita contra o crime organizado: 1.899 prisões, 165 armas de fogo apreendidas, oito toneladas de drogas confiscadas e um prejuízo estimado de R$ 551 milhões imposto às facções que atuam no tráfico, na lavagem de dinheiro e no comércio ilegal de armas.
O cálculo do prejuízo leva em conta não apenas o valor das drogas apreendidas, mas também o material logístico destruído: balanças de precisão, prensas para tabletes, embalagens industriais, estruturas de estocagem, rotas de distribuição, redes de transporte e até plantações inteiras. Em alguns estados, laboratórios clandestinos foram completamente desarticulados.
O diretor de Operações Integradas e de Inteligência da Senasp classificou a ação como “um golpe profundo nos sistemas de financiamento das facções”, destacando que a cooperação entre estados, algo raramente visto em décadas anteriores, foi essencial para o impacto obtido.
A operação também capturou foragidos de alta periculosidade, além de suspeitos envolvidos em homicídios, sequestros e extorsão. Em paralelo, autoridades identificaram ramificações das facções em setores econômicos usados para lavagem de dinheiro, reforçando a necessidade de manter a atuação conjunta com a Receita Federal e o Coaf.
Apesar do sucesso operacional, especialistas em segurança pública alertam para um ponto central: apenas operações de choque não sustentam, sozinhas, uma política permanente de enfrentamento ao crime. É preciso que estados reforcem a presença do Estado em regiões vulneráveis, invistam em inteligência contínua e ampliem políticas sociais que evitem o recrutamento de jovens pelas facções.
Ainda assim, o peso histórico da Renoe é incontestável. O Brasil — frequentemente criticado por “não agir” — mostrou que, quando coordena esforços e sobrepõe rivalidades políticas, o crime organizado sente o impacto de verdade.
Enquanto bolsonaristas seguem debatendo teorias improváveis de WhatsApp, a realidade mostra um país que está, sim, apertando o cerco e tirando dinheiro, estrutura e poder das organizações criminosas.

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