Pela Redação | A Voz do Povo em Tela
A prisão de Gilberto Firmo, tio da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, durante operação da Polícia Civil do Distrito Federal, desmonta mais um capítulo da novela dos “falsos moralistas” que pregam valores cristãos nas redes sociais enquanto carregam um currículo familiar que faria qualquer criminoso profissional corar de vergonha. Firmo é suspeito de integrar uma quadrilha especializada em furtar, adulterar e esconder veículos, funcionando como elo logístico do esquema — guardando carros roubados em sua própria casa em Ceilândia, onde foram encontradas uma VW Tera, uma GM S10 e diversas peças desmontadas.
A ironia, como sempre, é monumental. A família que transformou “bons costumes” em slogan político agora acumula episódios que fariam um roteirista desistir, achando que seria exagero demais. Antes desse caso, o mesmo tio já havia sido preso por armazenar pornografia infantil — uma acusação gravíssima que, em qualquer país sério, provocaria ruptura imediata de vínculos. Aqui, virou silêncio conveniente, abafado pela bolha digital que só enxerga “crime” quando convém.
O caso expõe com nitidez a moral torcida de quem vive vociferando contra pobres, beneficiários de programas sociais e movimentos populares, mas fecha os olhos quando o crime tem sobrenome conhecido. Para essa turma, bandido bom é o bandido sem padrinho político; quando o criminoso é da família, a fé, o perdão e um súbito ataque de amnésia moral aparecem como escudo.
Enquanto isso, milhares de seguidores continuam sendo usados como massa de manobra, acreditando no falso discurso anticorrupção que ruiu mais uma vez. O discurso de pureza cai, como sempre caiu. É a prática que revela: por trás do moralismo, há corrupção, crime e um profundo desprezo pela própria moral que fingem defender.
Quando o núcleo político se sustenta em mentiras, o entorno inevitavelmente desmorona. E cada novo escândalo da família Bolsonaro apenas confirma o que já está há anos escancarado: nunca foi sobre moralidade — sempre foi sobre conveniência.


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