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A RESISTÊNCIA TAMBÉM SE ESCREVE

Bolsonaristas correm para derrubar vetos de Lula e liberar geral a devastação — enquanto o Brasil tenta proteger seus biomas

Pela Redação | A Voz do Povo em Tela

A quarta-feira amanheceu com cheiro de retrocesso no ar. A partir das 10h, a Câmara dos Deputados iniciou a articulação para derrubar os vetos que o presidente Lula fez ao chamado “PL da Devastação” — um pacote legislativo empurrado pela bancada ruralista que tenta desmontar políticas ambientais consolidadas, flexibilizar fiscalização e abrir caminho para expansão predatória sobre florestas, terras públicas e áreas sensíveis do país.

O movimento acontece num momento em que o Brasil tenta, aos trancos e barrancos, recuperar sua imagem internacional após anos de descaso ambiental. Desde 2023, os dados mostram que o desmatamento na Amazônia caiu, a fiscalização voltou a funcionar e o país reocupou o espaço de liderança climática global. Mas Brasília, dominada pela pressão do agronegócio mais atrasado, parece insistir no passado.

A derrubada dos vetos significaria enfraquecer órgãos fiscalizadores, reduzir proteção de áreas de preservação permanente e facilitar a conversão de territórios sensíveis para exploração econômica. Na prática, trata-se de autorizar o avanço da motosserra em um dos momentos mais críticos da história ambiental brasileira, justamente quando eventos extremos — enchentes, secas, ondas de calor e perdas agrícolas — escancaram o preço da irresponsabilidade.

Enquanto isso, os deputados bolsonaristas tentam vender a narrativa de que flexibilizar leis ambientais seria “liberar o progresso”. Mas o que está em jogo não é desenvolvimento: é lucro imediato de poucos, pago com destruição para muitos. É repetir o erro que o mundo inteiro está tentando corrigir — inclusive países que antes contribuíram fortemente para a crise climática.

Organizações ambientais, pesquisadores, lideranças indígenas e especialistas de todas as áreas alertam que a derrubada dos vetos cria um ambiente jurídico perigoso, fragiliza a proteção dos biomas e coloca o Brasil na contramão dos acordos climáticos internacionais. O planeta especula, observa e cobra.

Não à toa, movimentos sociais, coletivos de juventude, ambientalistas e cidadãos comuns se mobilizam nas redes sociais para pressionar parlamentares. A palavra de ordem é clara: votar contra o retrocesso.

A tentativa de mutilar o arcabouço ambiental brasileiro expõe, mais uma vez, a velha lógica daqueles que não aceitam freios para seus interesses privados. Um país que se orgulha de seus biomas não pode ser refém da ala mais atrasada do Congresso.

A luta continua — não apenas nas ruas, mas em cada comentário, cada compartilhamento, cada cobrança. Proteger a Amazônia, o Cerrado, a Caatinga, o Pantanal e todos os biomas do Brasil é proteger a vida.


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