
Emissora que virou porta-voz do extremismo agora sente no bolso o peso de ter alimentado narrativas golpistas
Pela Redação | A Voz do Povo em Tela
A Justiça Federal condenou a Jovem Pan a pagar R$ 1,580 milhão por danos morais coletivos após usar sua estrutura jornalística para espalhar desinformação durante as eleições de 2022, atacar as urnas eletrônicas e incitar a desconfiança contra as instituições democráticas. A decisão da juíza Denise Aparecida Avelar reconhece que a emissora ultrapassou qualquer limite ético ao se comportar como um braço midiático da radicalização política.
O Ministério Público Federal queria uma punição mais severa, incluindo multa de R$ 13,4 milhões e cancelamento das outorgas da rádio, mas a Justiça optou por reduzir o valor e permitir que a emissora siga no ar. Mesmo assim, o reconhecimento formal dos danos marca uma derrota histórica para um veículo que tentou se esconder atrás do discurso de “liberdade de expressão” enquanto alimentava narrativas golpistas.
Segundo a sentença, a Jovem Pan incitou a desobediência a decisões judiciais, estimulou discursos de subversão da ordem pública, atacou ministros do Supremo Tribunal Federal e do Congresso Nacional e espalhou informações falsas com finalidade política, repetidas diariamente por apresentadores e comentaristas.
Programas como “Os Pingos nos Is”, “3 em 1”, “Morning Show” e “Linha de Frente” são apontados pelo MPF como centros permanentes de manipulação, onde fraudes eleitorais imaginárias eram tratadas como fatos, ajudando a inflamar os grupos que mais tarde protagonizaram os ataques de 8 de janeiro.
Apesar da multa tímida diante do estrago causado, a decisão abre um precedente e envia um recado direto: microfone não é arma para destruir a democracia. A Jovem Pan, que tantas vezes se vendeu como “jornalismo independente”, agora carrega nas costas o carimbo oficial de que ajudou a produzir caos institucional.
Responsabilidade comunicacional não é opcional — e quem escolhe o caminho da desinformação precisa lidar com as consequências.

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