
A fantasia acabou: o “mito” puxa 27 anos e 3 meses em regime inicial fechado, e a velha guarda golpista vai junto para o banco dos réus da História – e para as celas também.
Pela Redação | A Voz do Povo em Tela
A fantasia acabou: o “mito” puxa 27 anos e 3 meses em regime inicial fechado, e a velha guarda golpista vai junto para o banco dos réus da História – e para as celas também.
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O que a extrema-direita fingia que nunca ia acontecer chegou em 25 de novembro de 2025: o ministro Alexandre de Moraes, relator da Ação Penal 2668 no Supremo Tribunal Federal, determinou o início do cumprimento da pena do ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado a 27 anos e 3 meses de prisão em regime inicial fechado por liderar a trama golpista que tentou impedir a posse de Lula e atacar o Estado Democrático de Direito.
E não é só Bolsonaro. Na mesma decisão, Moraes determinou a execução das penas de toda a cúpula do chamado “núcleo 1” do golpe: Walter Braga Netto, Augusto Heleno, Paulo Sérgio Nogueira, Almir Garnier, Anderson Torres e Alexandre Ramagem, todos condenados a penas longas e também em regime inicial fechado por participação direta na organização criminosa que tentou rasgar a Constituição.
Quanto Bolsonaro vai “puxar” de cadeia
Jair Messias Bolsonaro foi condenado a 27 anos e 3 meses de prisão, sendo 24 anos e 9 meses de reclusão em regime inicial fechado e 2 anos e 6 meses de detenção. A pena começa a ser cumprida imediatamente. Bolsonaro cumpre a condenação em uma sala de Estado-Maior da Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde já estava preso preventivamente desde 22 de novembro, após violar a tornozeleira eletrônica da prisão domiciliar.
Se cumprisse integralmente a pena, deixaria a prisão em meados de 2052. A progressão depende de comportamento e cumprimento mínimo da pena, mas politicamente o recado é direto: o discurso heroico virou realidade de réu condenado.
Quem mais começa a cumprir pena junto com Bolsonaro
A decisão de Moraes determinou o trânsito em julgado e a execução imediata das penas. O cenário é o seguinte:
Jair Messias Bolsonaro – ex-presidente da República
Pena: 27 anos e 3 meses
Local: PF em Brasília (sala de Estado-Maior)
Situação: preso e já iniciando o regime fechado.
Walter Souza Braga Netto – general da reserva, ex-ministro
Pena: 26 anos
Local: 1ª Divisão do Exército, Rio de Janeiro.
Augusto Heleno Ribeiro Pereira – general da reserva, ex-ministro do GSI
Pena: 21 anos
Local: Comando Militar do Planalto, Brasília.
Paulo Sérgio Nogueira – general da reserva, ex-ministro da Defesa
Pena: 19 anos
Local: Comando Militar do Planalto, Brasília.
Almir Garnier Santos – almirante, ex-comandante da Marinha
Pena: 24 anos
Local: Estação Rádio da Marinha, Brasília.
Anderson Torres – ex-ministro da Justiça
Pena: 24 anos
Local: 19º BPM da PMDF (“Papudinha”), Papuda.
Alexandre Ramagem – ex-diretor da ABIN
Pena: 16 anos, 1 mês e 15 dias
Situação: mandado de prisão expedido; cumprirá pena assim que capturado.
Além deles, Mauro Cid, ex-ajudante de ordens, cumpre pena reduzida de 2 anos em regime aberto após delação.
Do “mito” ao réu condenado
A cena é inédita: um ex-presidente, generais de quatro estrelas e um ex-comandante da Marinha condenados por tentativa de golpe. A Ação Penal 2668 revelou a engrenagem interna do projeto golpista: planejamento de ruptura institucional, tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, ataques às instituições e incentivo ao ambiente que levou aos atos de 8 de janeiro.
Moraes foi explícito: farda não é escudo para golpe. Os generais não foram tratados como ingênuos, mas como chefes de um projeto criminoso. Ramagem, peça-chave do bolsonarismo, perde o mandato, fica inelegível e entra para o grupo dos condenados.
Fim da narrativa de perseguição
Por anos, o bolsonarismo tentou vender a história de perseguição política. A realidade mostrou outra coisa: houve investigação, defesa, perícia, recursos e condenação baseada em provas. Agora, com o início do cumprimento das penas, a narrativa desaba.
Bolsonaro e sua cúpula finalmente enfrentam aquilo que tentaram evitar: a responsabilidade pelos atos golpistas. Os seguidores já estavam pagando a conta há meses. Agora, chegou a vez dos mandantes. Golpe dá cadeia — inclusive para quem achava que estava acima da lei.

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