
Depois de três meses de resistência, deputado garante avanço histórico que expõe o contraste entre o TJ-MT e o governo Mauro Mendes
Pela Redação | A Voz do Povo em Tela
A quarta-feira, 19 de novembro, entrou para a história da luta dos servidores do Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Após meses de mobilização, pressão, reuniões e tentativas de adiamentos, o deputado estadual Lúdio Cabral (PT) celebrou a aprovação, em segunda e última votação, do Projeto de Lei nº 1.398/2025, que concede reajuste de 6,8% aos trabalhadores e trabalhadoras do Poder Judiciário.
O projeto agora segue para a sanção do governador Mauro Mendes (UB). E como sempre ocorre quando o tema é valorização do servidor, paira a sombra do veto — sombra essa que só existe porque o próprio governador insiste em não aplicar a Revisão Geral Anual (RGA), acumulando perdas salariais que já chegam a quase 20% no Executivo.
Lúdio, porém, não deixou dúvidas sobre o tamanho da conquista:
“Até que enfim, depois de três meses, aprovamos este projeto. A mobilização dos servidores e dos desembargadores foi fundamental. Conseguimos aprovar por ampla maioria. Agora é seguir mobilizados para que o governador sancione — ou, se não sancionar, que deixe o prazo correr para a Assembleia promulgar”, afirmou o deputado, ressaltando tratar-se de “uma vitória parcial, mas uma vitória importante”.
Processo lento, resistência forte
O PL 1.398/2025 chegou à Assembleia ainda em setembro, encaminhado pela presidência do TJ-MT, já com o devido planejamento financeiro e previsão no orçamento do próprio Judiciário. A proposta altera as tabelas salariais de servidores de nível médio e superior, garantindo um ganho real, algo raríssimo no Mato Grosso de Mauro Mendes.
“É um reajuste justo e digno ao trabalho desses servidores, e um exemplo aos demais Poderes. Parabéns ao Poder Judiciário”, reforçou Lúdio.
O deputado ainda destacou o impacto político da aprovação: ela evidencia a contradição entre um Poder Judiciário que reconhece a importância de seus servidores e um Poder Executivo que não paga sequer o que deve.
Uma faísca para todo o funcionalismo
Para Lúdio Cabral, o avanço do reajuste reforça a mobilização dos trabalhadores dos demais Poderes — Assembleia Legislativa, Tribunal de Contas, Ministério Público e, principalmente, do Executivo.
Um estudo recente do DIEESE apontou perdas salariais de 19,52% entre os servidores do Executivo, devido à ausência da RGA desde 2020. É justamente esse contraste que o governo queria evitar. A aprovação demonstra que, quando há vontade política, é possível valorizar quem faz o Estado funcionar.
“É exatamente por causa disso que o governo não queria a aprovação. Porque cria um contraste cristalino entre o Judiciário, que dá aumento real, e o Executivo, que sequer paga as RGAs atrasadas”, explicou o parlamentar.
Lúdio Cabral: coerência, firmeza e luta
Em um Mato Grosso marcado por discursos de austeridade seletiva, Lúdio Cabral tem se consolidado como um dos poucos parlamentares que realmente defendem o servidor público — sem medo de enfrentar o Palácio Paiaguás e sua máquina de pressão.
A aprovação do reajuste é consequência direta dessa postura: firme, coerente, técnica e profundamente comprometida com a dignidade dos trabalhadores.
E, como o próprio deputado disse, “a luta continua”. Agora, a pressão é pela sanção imediata — e, se ela não vier, pela promulgação da lei pela Assembleia.




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