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A RESISTÊNCIA TAMBÉM SE ESCREVE

Enquanto a periferia pede cultura de verdade, o prefeito despeja dinheiro público no primo do secretário — um artista desconhecido, mas muito bem conectado.

Pela Redação | A Voz do Povo em Tela

A gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB) mergulhou São Paulo em um escândalo que expõe, sem rodeios, o vale-tudo da política municipal. A Controladoria-Geral do Município e o Ministério Público investigam o pagamento de R$ 880 mil ao cantor Davi Goulart, primo do secretário municipal Rodrigo Goulart. E aqui está o detalhe que destrói qualquer justificativa: o artista tem apenas 7 ouvintes mensais no Spotify.
Sete. Não setecentos. Não sete mil. Sete ouvintes.

Mesmo assim, os cachês pagos pela prefeitura chegaram a R$ 50 mil por show, valor muito acima do teto legal para eventos populares. Algo impossível de explicar — exceto pela velha e conhecida prática do apadrinhamento político.

Os contratos, intermediados pela produtora Fino Tom, foram assinados sem licitação sob o argumento de que o cantor seria “consagrado”. Consagrado onde? Na varanda de casa?

O dinheiro não chega na periferia, mas chega no bolso dos amigos

Enquanto artistas periféricos lutam por R$ 5 mil de edital, enquanto bibliotecas comunitárias fecham, enquanto oficinas culturais agonizam, a gestão de Ricardo Nunes abre cofres para um artista invisível ao público, mas bem conectado ao poder.

Os canalhas hipócritas que atacam a Lei Rouanet, mas adoram enfiar a mão no dinheiro público

E é aqui que a hipocrisia atinge nível olímpico: os mesmos bolsonaristas que passam o dia berrando contra a Lei Rouanet, chamando artistas de “mamadores”, agora fingem cegueira diante de um esquema grotesco que usa dinheiro público para beneficiar parentes e aliados.
Esses canalhas hipócritas, que acusam artistas de viverem às custas do Estado, silenciam quando o dinheiro público some pelos dedos do próprio grupo político.
A verdade é simples: eles odeiam a Rouanet porque lá existe transparência, edital, regra e prestação de contas.
Eles preferem esse tipo de esquema sem licitação, onde tudo é decidido em gabinete e o dinheiro escorre para bolsos específicos.

A moral seletiva dos bolsonaristas paulistanos

A turma do “Deus, Pátria e Família” virou especialista em cinismo.
Quando um artista de esquerda é apoiado, eles fazem escândalo.
Mas quando o prefeito Ricardo Nunes usa quase um milhão de reais para turbinar o primo do secretário, os falsos moralistas desaparecem.
Silêncio total.
Covardia completa.

Investigações seguem avançando

O Ministério Público apura improbidade administrativa, superfaturamento e possível direcionamento dos contratos. A Controladoria investiga a quebra do teto legal e a ausência de licitação.

Mas a população quer resposta:
Por que a cultura das periferias nunca recebe esse tipo de dinheiro?
Por que só os amigos do poder são chamados de “artistas consagrados”?

Conclusão: o povo está vendo

Ricardo Nunes transformou a cultura de São Paulo em balcão de negócios.
E os falsos moralistas, que vivem de gritar “corrupção” na internet, são cúmplices por silêncio, conveniência e interesse político.

A cidade criativa, potente e plural merece infinitamente mais do que essa estrutura de privilégios disfarçada de gestão pública.


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