
O caos fabricado no Rio de Janeiro é o mais novo capítulo de uma guerra silenciosa — não contra o crime, mas contra o próprio Brasil.
Pela Redação | A Voz do Povo em Tela
𝐂𝐎𝐈𝐍𝐂𝐈𝐃𝐄̂𝐍𝐂𝐈𝐀? 𝐀𝐒 𝐅𝐀𝐋𝐀𝐒 𝐃𝐄 𝐄𝐃𝐔𝐀𝐑𝐃𝐎 𝐁𝐎𝐋𝐒𝐎𝐍𝐀𝐑𝐎 𝐄 𝐀 𝐎𝐏𝐄𝐑𝐀𝐂̧𝐀̃𝐎 𝐃𝐎 𝐑𝐈𝐎
Poucos dias antes da megaoperação que transformou o Rio em zona de guerra, Eduardo Bolsonaro — deputado federal e herdeiro político do extremismo paterno — defendeu publicamente que os Estados Unidos deveriam atacar barcos de traficantes na costa brasileira.
Sim, um parlamentar brasileiro sugeriu que um país estrangeiro bombardeasse o nosso território.
E, como em um roteiro milimetricamente cronometrado, logo depois veio a operação: helicópteros sobrevoando favelas, drones lançando explosivos e o governador Cláudio Castro — bolsonarista de carteirinha — adotando o termo “narcoterrorismo”, importado diretamente do vocabulário militar americano.
Coincidência? Ou parte de uma engrenagem muito mais ampla — um ensaio coordenado de submissão ideológica e militar do Brasil?
𝐎 𝐄𝐒𝐏𝐄𝐓𝐀́𝐂𝐔𝐋𝐎 𝐃𝐀 𝐆𝐔𝐄𝐑𝐑𝐀: 𝐏𝐀𝐑𝐀 𝐐𝐔𝐄𝐌 𝐒𝐄𝐑𝐕𝐄 𝐎 𝐌𝐄𝐃𝐎?
A megaoperação de 28 de outubro de 2025 deixou 64 mortos (incluindo 4 policiais) e 81 presos.
Mas o objetivo real não era segurança — era construir um inimigo político.
O governo do Rio encenou o caos, e a mídia alinhada ecoou a palavra mágica: narcoterrorismo.
Esse termo, inexistente na legislação brasileira, é a senha simbólica que transforma um problema de segurança pública em uma “guerra hemisférica”.
Serve para justificar o uso de força, suspender direitos e abrir caminho para a interferência estrangeira — exatamente como defendeu Eduardo Bolsonaro.
Enquanto o Brasil discute se “bandido bom é bandido morto”, os EUA voltam a enxergar o país como quintal estratégico, e o bolsonarismo, de novo, cumpre o papel de cavalo de Troia.
𝐎 𝐏𝐑𝐎𝐉𝐄𝐓𝐎 𝐏𝐎𝐋𝐈́𝐓𝐈𝐂𝐎: 𝐎 𝐌𝐄𝐃𝐎 𝐂𝐎𝐌𝐎 𝐄𝐒𝐓𝐑𝐀𝐓𝐄𝐆𝐈𝐀
Com as eleições municipais se aproximando e a extrema-direita sem pauta, o “narcoterrorismo” surge como nova bandeira moral.
O medo é o novo comício.
Cada granada lançada, cada manchete sobre “guerra” é uma peça de propaganda que transforma Cláudio Castro em herói de ocasião e reposiciona o bolsonarismo no debate público.
O cálculo é cruel e frio:
quanto mais caos, mais manchetes;
quanto mais pânico, mais votos.
Enquanto isso, o governador fluminense deixou de usar R$ 174 milhões do Fundo Nacional de Segurança Pública, dinheiro que poderia ter evitado parte da crise.
Mas isso não gera palco.
Sangue, sim.
𝐀 𝐆𝐔𝐄𝐑𝐑𝐀 𝐇𝐈𝐁𝐑𝐈𝐃𝐀: 𝐎 𝐁𝐑𝐀𝐒𝐈𝐋 𝐕𝐈𝐑𝐀 𝐋𝐀𝐁𝐎𝐑𝐀𝐓𝐎́𝐑𝐈𝐎
O que se vê é o velho jogo da guerra híbrida: fabricar instabilidade, criar um inimigo difuso e forçar o governo federal a reagir dentro da narrativa da extrema-direita.
É uma armadilha discursiva, estratégica e psicológica.
Ao usar o léxico do terrorismo, Castro coloca o Brasil na mesma categoria de países “sob vigilância” e reabre a porta para a doutrina de segurança dos EUA — a mesma que justificou golpes e invasões em toda a América Latina.
Assim como a Colômbia foi palco da “guerra às drogas”, o Rio de Janeiro pode estar se tornando o campo de ensaio da nova doutrina Monroe, agora sob o pretexto de “cooperação antiterror”.
𝐒𝐄𝐆𝐔𝐑𝐀𝐍𝐂̧𝐀 𝐎𝐔 𝐒𝐔𝐁𝐌𝐈𝐒𝐒𝐀̃𝐎?
A grande pergunta é: quem está comandando essa narrativa?
O Brasil ainda é senhor da própria segurança, ou está terceirizando sua soberania?
Quando um deputado pede bombardeio americano em nosso litoral e, dias depois, o governador encena uma operação de guerra e fala a língua de Washington, algo está muito errado.
A fronteira entre política interna e interferência externa começa a desaparecer — e o povo brasileiro, mais uma vez, é usado como escudo.
𝐀𝐂𝐎𝐑𝐃𝐀, 𝐁𝐑𝐀𝐒𝐈𝐋 🇧🇷
Não se trata apenas do Rio, mas do modelo de país que está sendo construído à sombra do pânico.
Quando o medo governa, a democracia adoece.
Quando a segurança vira espetáculo, a verdade morre junto com as vítimas.
O Brasil precisa acordar:
não há liberdade possível quando a soberania é negociada em troca de manchetes.
E nenhum povo é independente enquanto suas operações de segurança seguem o roteiro de potências estrangeiras.
Acorda, Brasil.
O inimigo não está no morro — está no microfone, nos gabinetes, nas alianças obscuras.
E ele fala português com sotaque de Washington.

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