
Os “patriotas” que comemoraram as sanções contra o Brasil agora têm que engolir seco: Donald Trump, o herói deles, apertou a mão de Lula e prometeu novos acordos comerciais — e o mercado financeiro reagiu imediatamente.
Pela Redação | A Voz do Povo em Tela
O encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-presidente norte-americano Donald Trump, realizado no último fim de semana durante a Cúpula da ASEAN, em Kuala Lumpur, movimentou não apenas a diplomacia, mas também o coração nervoso dos investidores globais. A foto dos dois apertando as mãos e sorrindo teve reflexo direto nos mercados, desmontou o discurso do bolsonarismo e reconfigurou as expectativas sobre o rumo da economia brasileira.
Logo na segunda-feira, a Bolsa de Valores brasileira (B3) reagiu positivamente. O Ibovespa subiu 1,3%, impulsionado por papéis de empresas exportadoras e de commodities, especialmente as do agronegócio e da indústria de transformação — setores que haviam sido prejudicados pelas tarifas impostas pelos Estados Unidos desde o início do ano. O mercado interpretou o gesto diplomático como o primeiro passo para a reversão das tarifas de até 50% aplicadas contra produtos brasileiros.
O dólar, que vinha em alta na semana anterior, recuou 0,7% diante da expectativa de reaproximação comercial entre os dois países. Analistas destacam que a simples sinalização de “acordo em negociação” já reduz o risco Brasil e aumenta a confiança dos investidores estrangeiros, sobretudo os que estavam retraídos por medo de novas tensões diplomáticas.
Segundo reportagem da Reuters, Trump afirmou que “há bons acordos à vista para ambos os lados”, enquanto Lula destacou que “o Brasil não abre mão da soberania, mas quer parceria, não hostilidade”. O tom pragmático dos dois líderes foi visto como sinal de maturidade política e estabilidade — algo que o mercado financeiro valoriza muito mais do que a retórica ideológica.
A reação positiva também foi observada em Nova York: fundos de investimento especializados em emergentes voltaram a olhar o Brasil como porto seguro na América Latina. O motivo é simples: um país que se entende com os Estados Unidos tende a receber mais capital externo, e isso estimula a economia, fortalece o real e reduz pressão inflacionária.
Mas o impacto mais curioso foi político. O encontro Lula-Trump desmontou uma das principais narrativas do bolsonarismo: a de que Lula seria “odiado” pelos grandes líderes mundiais. Ver Trump — o ídolo dos bolsonaristas — apertando a mão de Lula e prometendo “boas relações” deixou os seguidores do “mito” em completo colapso retórico. Muitos tentaram minimizar o episódio, mas a imagem fala por si: o respeito que o Brasil perdeu durante o governo anterior está sendo reconstruído.
Os que pediram sanções e torceram contra o país agora assistem de camarote ao retorno do protagonismo brasileiro. O “mito americano” reconheceu o “líder brasileiro”, e o mercado financeiro respondeu com confiança. Enquanto os radicais gritam nas redes, o capital internacional está voltando para cá.
Em resumo: o encontro não foi apenas simbólico — foi estratégico. Reacendeu a diplomacia, reduziu o risco econômico e mostrou que o Brasil, sob Lula, voltou a negociar de igual para igual. E o mundo, inclusive o de Wall Street, parece ter entendido o recado.
O país que alguns queriam de joelhos está, novamente, de pé — com a economia reagindo e o respeito internacional recuperado.

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