
Enquanto o ministro da Justiça Ricardo Lewandowski defende diálogo, inteligência e planejamento, o governador aposta na tragédia como palanque eleitoral.
Pela Redação | A Voz do Povo em Tela
Sessenta e quatro mortos — entre eles quatro policiais — dezenas de feridos, escolas fechadas, hospitais paralisados e comunidades inteiras aterrorizadas. Esse é o saldo da maior e mais letal operação policial da história do Rio de Janeiro. Um dia de horror que revelou o fracasso absoluto da gestão de Cláudio Castro, um governador que prefere o espetáculo da violência ao trabalho sério da segurança pública.
O crime organizado precisa, sim, ser combatido — seja o tráfico, seja a milícia. Mas o que se viu nesta segunda-feira, 28 de outubro de 2025, não foi combate: foi caos militarizado, uma ação desastrosa, sem planejamento, que paralisou a vida do carioca.
Enquanto o povo se escondia debaixo das camas, Castro discursava à imprensa, tentando transformar um massacre em símbolo de “coragem”. A verdade é outra: o governador fez de caixões o seu palanque político.
O governador passou o dia dizendo que o caos da segurança pública no Rio é culpa do governo federal. Mente o governador.
Pois saibam: nos últimos anos, o governo do Rio de Janeiro deixou de usar R$ 174 milhões do Fundo Nacional de Segurança Pública — dinheiro enviado pelo Governo Federal para equipar, modernizar e proteger as forças de segurança.
Recursos garantidos, investidos e disponíveis, que foram abandonados pela incompetência e descaso de Cláudio Castro.
Então não é verdade que o governo federal não auxiliou, não ajudou. O que existe é um governador que não sabe governar, mente ao povo e tenta encobrir o próprio fracasso com sangue e fumaça.
Um governo que mente e foge da própria responsabilidade
Castro culpa Brasília, mas a realidade é que o Rio de Janeiro não tem governo. Tem um palanque disfarçado de gabinete e um governador que foge da responsabilidade enquanto o povo enterra seus mortos.
O dinheiro federal estava à disposição — mas o estado preferiu gastar em blindados, marketing e discursos.
A diferença entre governo e improviso
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, foi claro:
“O Governo Federal tem atuado intensamente, com investimentos na área da segurança pública, no fornecimento de armas, equipamentos e também na parte prisional. Recentemente, o governador Cláudio Castro esteve no Ministério da Justiça pedindo a transferência de líderes de facções para presídios federais — todos os pedidos foram atendidos. A responsabilidade pela segurança é dos governos estaduais. O combate ao crime deve ser feito com planejamento, inteligência e coordenação entre as forças.”
Lewandowski lembrou que o Governo Federal propôs ao Congresso a PEC da Segurança Pública, para garantir integração e compartilhamento de inteligência entre União, estados e municípios.
Enquanto o governo federal oferece estrutura, diálogo e planejamento, o Palácio Guanabara oferece improviso, marketing e mortes.
O Rio sangra sob um governo incompetente
O massacre não deixou o estado mais seguro. Amanhã, a vida do carioca continuará a mesma, o medo continuará o mesmo e as facções continuarão no controle das mesmas áreas.
Nada mudou — a não ser o número de viúvas, órfãos e famílias destruídas.
Hospitais e escolas ficaram fechados, trabalhadores ficaram presos em casa, e o governo comemorou o que chamou de “grande operação”.
Mas a pergunta que ecoa é: o que há para comemorar?
O que há de vitorioso numa tragédia que poderia ter sido evitada?
O legado da incompetência
A operação que Cláudio Castro chama de sucesso será lembrada pela história como o retrato do governo do improviso, do marketing e da mentira.
Um governo que deixou de investir R$ 174 milhões em segurança pública, mas não hesita em gastar munição e vidas para alimentar o próprio ego político.
O Rio de Janeiro não precisa de um governador que posa com fuzil — precisa de um que governe com cérebro, responsabilidade e respeito à vida.
Enquanto o governador culpa o outro, o crime cresce. Enquanto o governo federal trabalha com inteligência, Castro trabalha com improviso.
E no fim, o povo é quem morre.
Aqui no Rio de Janeiro não falta coragem. Falta governo.

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