
Condenado por tentar destruir a democracia, Jair Bolsonaro se torna o primeiro ex-presidente brasileiro sentenciado a mais de duas décadas de prisão. Agora, o “mito” virou réu, e os “patriotas” descobriram que o herói deles tem CPF de condenado.
Pela Redação | A Voz do Povo em Tela
O fim do mito e o início da verdade
O Supremo Tribunal Federal publicou, nesta terça-feira (22), o acórdão que sela a condenação de Jair Messias Bolsonaro a 27 anos e 3 meses de prisão em regime fechado.
A pena é resultado da Ação Penal 2668, que investigou sua participação no plano de golpe de Estado para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva após as eleições de 2022.
Os ministros foram firmes: Bolsonaro usou a estrutura do Estado para fomentar o caos, desacreditar o processo eleitoral e instigar a tomada de poder pela força. O relator, Alexandre de Moraes, classificou a conduta como “o mais grave ataque institucional desde a redemocratização”.
Fux tenta salvar o ídolo, mas fica sozinho
O ministro Luiz Fux foi o único voto pela absolvição — e acabou isolado. Alegou “falta de competência do STF” e “ausência de provas diretas”.
Mas a Corte desmontou o argumento com um dossiê de mais de 1.900 páginas de provas, incluindo a minuta do decreto de intervenção no TSE, vídeos de Bolsonaro incitando quartéis e depoimentos de ex-assessores, como Mauro Cid, que revelou o envolvimento direto do ex-presidente na conspiração.
Enquanto Fux se equilibrava no fio do negacionismo jurídico, os demais ministros reafirmavam o óbvio: o golpe foi real, coordenado e comandado de dentro do Palácio do Planalto.
A moral dos falsos patriotas derrete
Os bolsonaristas, que se diziam “contra a corrupção” e “a favor da lei”, agora defendem um condenado.
O mesmo grupo que aplaudia a Lava Jato e gritava por prisão de adversários tenta transformar um criminoso comum em mártir político.
Mas o discurso moralista ruiu — o “messias” acabou como todo falso profeta: desmascarado e sozinho.
Enquanto seus seguidores continuam se iludindo nas redes, Bolsonaro enfrenta a realidade que tentou negar: a Justiça é mais forte que a mentira.
As provas são devastadoras
Durante o julgamento, vieram à tona fatos incontestáveis:
– Reuniões secretas com generais para discutir ruptura institucional.
– Financiamento de acampamentos golpistas.
– Mensagens entre aliados tratando o golpe como “plano alternativo”.
– A minuta de decreto que previa o cerceamento do TSE.
– Relatórios da Polícia Federal comprovando movimentação de dinheiro público em apoio aos atos de 8 de janeiro.
Nada foi “mal-entendido político”. Foi um crime deliberado contra a democracia.
Justiça não é vingança — é reparação histórica
O STF não prendeu um adversário político, mas responsabilizou um ex-presidente que tentou destruir a República.
Durante anos, Bolsonaro zombou das vítimas da pandemia, atacou as instituições e desrespeitou as urnas.
Agora, conhece o outro lado da lei — aquele que ele achava que jamais o alcançaria.
A democracia brasileira, tantas vezes ferida, respira um pouco mais aliviada. A condenação é mais do que simbólica: é um recado claro de que ninguém está acima da lei, nem quem já sentou na cadeira presidencial.
A direita órfã do mito
Os que o idolatravam agora se calam. Nenhum deles ousa dizer “bandido bom é bandido morto” — não quando o bandido é o seu ídolo.
Os falsos patriotas que usaram a bandeira do Brasil como capa para o ódio terão de assistir ao mito virar estatística carcerária.
Aqueles que batiam continência para a corrupção agora têm seu próprio presidiário para defender.
Tic-tac, tic-tac — a Papuda está no horizonte
O relógio da Justiça começou a girar.
Mesmo que a defesa apresente recursos, o cerco está formado, e o caminho jurídico leva a um destino inevitável: a Papuda.
O mesmo homem que prometia “acabar com a corrupção” agora faz história — mas no banco dos réus.
O mito morreu. Sobrou o bandido de estimação.

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