
Tentaram anular a eleição com mentiras sobre urnas eletrônicas, mas acabaram condenados por má-fé. Alexandre de Moraes chamou o pedido do PL de “uma das coisas mais bizarras da Justiça Eleitoral”.
Pela Redação | A Voz do Povo em Tela
O Partido Liberal (PL), que liderou a cruzada delirante da extrema direita contra as urnas eletrônicas, foi condenado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a pagar R$ 22.991.544,60 — uma das maiores multas da história da Justiça Eleitoral brasileira. O motivo: litigância de má-fé, ao apresentar um pedido de “verificação extraordinária” das urnas usado no segundo turno de 2022, tentando vender à sociedade a falsa narrativa de “fraude nas urnas”.
A farsa começou quando o partido contratou o Instituto Voto Legal (IVL), presidido por Carlos César Moretzsohn Rocha, para elaborar um relatório “técnico” apontando supostas falhas nos equipamentos de votação fabricados antes de 2020. O texto, recheado de erros e ilações sem base científica, pedia a anulação dos votos do segundo turno e questionava o resultado que elegeu Lula presidente.
Mas o ministro Alexandre de Moraes, então presidente do TSE, exigiu que o PL corrigisse o pedido, ampliando-o também para o primeiro turno — já que as mesmas urnas haviam sido utilizadas. O partido ignorou a determinação e insistiu na farsa, recebendo o que merecia: bloqueio imediato das cotas do Fundo Partidário e a multa milionária que agora volta à tona.
Pesquisadores da USP e de outras universidades públicas desmontaram o relatório do IVL, provando que as supostas “falhas” não existiam. A ciência mostrou o que a política já sabia: não havia fraude nas urnas, apenas fraude no discurso.
O caso ressurge agora porque Carlos César Moretzsohn Rocha foi julgado no núcleo 4 dos atos golpistas. Em seu voto, Moraes condenou o empresário por parte dos crimes e o absolveu de outros, mas aproveitou para expor o absurdo da manobra do PL, chamando o pedido de “uma das coisas mais bizarras que a Justiça Eleitoral já recebeu”.
Nos bastidores, o próprio Valdemar Costa Neto, presidente do PL, admitiu ao STF que divulgou o relatório “contra a própria vontade”, pressionado pela ala mais radical bolsonarista. A confissão revela o que sempre foi claro: a mentira foi uma escolha política, não um erro técnico.
O partido que queria “auditar” o voto do povo acabou auditado pela Justiça — e reprovado com estrondo. A tentativa de transformar paranoia em política custou caro. R$ 22,9 milhões, para ser exato.
A democracia, mais uma vez, mostrou que é mais forte do que as fake news e os covardes que tentam destruí-la.
Aqui no Brasil tem trabalho da Justiça. E tem coragem para enfrentar os que tentam enganar o povo.

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