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A RESISTÊNCIA TAMBÉM SE ESCREVE

A reação de Michelle Bolsonaro e Silas Malafaia ao encontro de Lula com o bispo Samuel Ferreira revela o pânico dos que transformaram a fé em palanque e agora veem o povo reencontrar o Evangelho verdadeiro.

Pela Redação | A Voz do Povo em Tela

O Brasil assistiu, nos últimos dias, a uma cena que mexeu com os alicerces da chamada “bancada da fé”: o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu no Palácio do Planalto o bispo Samuel Ferreira, líder da Assembleia de Deus Ministério de Madureira, acompanhado do deputado federal Cezinha de Madureira. Um gesto de diálogo, civilizado e democrático — mas que provocou um verdadeiro chilique no núcleo bolsonarista que ainda tenta se passar por porta-voz dos evangélicos.

Michelle Bolsonaro reagiu postando em suas redes uma indireta embalada em versículo bíblico: Mateus 6:24 — “Ninguém pode servir a dois senhores”. A insinuação era clara: quem dialoga com Lula teria “abandonado Deus”. O pastor Silas Malafaia, por sua vez, entrou em cena com vídeos inflamados dizendo que “um verdadeiro cristão não apoia Lula” e chamando os fiéis a não se deixarem enganar. Mas o desespero fala mais alto: eles sabem que o monopólio religioso da extrema-direita está ruindo, e ruindo rápido.

Durante anos, o bolsonarismo transformou a fé em ferramenta de poder. Pregadores viraram cabos eleitorais; púlpitos viraram palanques; e versículos foram usados como munição política. O medo virou método de controle — quem discordava era tratado como “inimigo de Deus”. Essa deturpação do Evangelho dividiu famílias, espalhou intolerância e alimentou um moralismo hipócrita. Agora, diante da retomada do diálogo entre o governo e lideranças evangélicas de boa-fé, o império da mentira treme.

O bispo Samuel Ferreira, respeitado dentro e fora do meio pentecostal, representa uma ala que deseja reconstruir pontes com a sociedade e com o Estado brasileiro. Lula, acompanhado do ministro-chefe da AGU, Jorge Messias, tem buscado diálogo com todos os segmentos religiosos — não para aparelhá-los, mas para incluí-los no processo de reconstrução nacional. É uma agenda de união, não de dominação.

A reação furiosa de Michelle Bolsonaro e Malafaia mostra o medo de perder poder político e financeiro, não fé. Porque fé de verdade não teme o diálogo, não se esconde atrás de versículos recortados nem precisa de microfone dourado. Fé de verdade caminha junto com justiça, solidariedade e verdade. O Evangelho não é propriedade privada de nenhum partido nem de nenhum pastor com conta milionária em nome de “ministério”.

O Brasil de 2025 é outro. A sociedade está mais crítica, e os evangélicos — principalmente os jovens — enxergam cada vez melhor a diferença entre fé e manipulação. O discurso do medo perdeu força, o “Deus acima de todos” virou escudo de corruptos, e os falsos profetas perderam o microfone. O povo quer de volta um cristianismo que fale de amor, de igualdade e de esperança — não de armas, ódio e dízimo eleitoral.

A verdade é simples e dolorida: quem serviu a dois senhores foram justamente eles — os que trocaram o Evangelho pela conveniência do poder e venderam o altar pela promessa de influência. Agora, quando o governo reconstrói pontes com a fé popular, eles gritam “heresia”. Não é fé o que defendem, é domínio. E esse domínio acabou.

Há um Brasil profundo, de fé viva e coração limpo, que quer reconstruir a nação com base na dignidade. É hora de devolver a fé ao povo, e tirar os falsos ídolos do centro. Que a palavra volte a ser consolo — e não instrumento de manipulação. Que os altares sejam lugar de comunhão, não de campanha. E que os templos deixem de ecoar a voz dos demônios do poder.

Porque quem se alimenta de divisão jamais entenderá o milagre da união.


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