
O prefeito que dizia não precisar do Governo Federal agora afunda Cuiabá em dívidas, decretos e desespero financeiro. O caos bolsonarista da capital se tornou manchete nacional.
Pela Redação | A Voz do Povo em Tela
O discurso arrogante de independência fiscal, a postura populista nas redes sociais e a recusa em aceitar ajuda do Governo Federal — esse é o retrato da gestão do prefeito Abílio Brunini (PL), que colocou Cuiabá em uma das piores crises financeiras de sua história. Em menos de um ano de governo, Brunini acumula rombos que já ultrapassam R$ 300 milhões, sendo R$ 120 milhões apenas na área da saúde, conforme admitido por ele próprio em entrevista coletiva e confirmado pela imprensa nacional.
A revista IstoÉ destacou o caso como exemplo de desgoverno e incoerência política: o prefeito que rejeitou recursos federais agora tenta justificar a bancarrota municipal com decretos de calamidade e alertas financeiros. A publicação lembrou que, em janeiro, Brunini decretou calamidade financeira geral, e em outubro voltou a cogitar nova calamidade — agora no setor da saúde, após reconhecer o déficit de R$ 120 milhões.
O rombo na saúde: a ferida aberta do bolsonarismo municipal
De acordo com informações oficiais, a Secretaria Municipal de Saúde arrecada em média R$ 25 milhões por mês, mas gasta R$ 35 milhões, acumulando um déficit mensal de cerca de R$ 10 milhões. Em dez meses, a conta chegou ao colapso: R$ 120 milhões de rombo, o equivalente ao orçamento anual de várias cidades do interior de Mato Grosso.
Brunini admitiu que a Prefeitura não consegue manter o equilíbrio fiscal e, diante da falta de planejamento, decretou calamidade na saúde pública, abrindo brecha para dispensas de licitação e contratações emergenciais — medidas que, historicamente, servem de cortina para irregularidades.
A capital no vermelho: o prefeito que recusou ajuda e agora pede socorro
O caso de Cuiabá é ainda mais emblemático porque Brunini, desde o início do mandato, fez questão de recusar empréstimos e convênios federais, entre eles uma linha de crédito de R$ 180 milhões já aprovada pela Câmara Municipal, que poderia ter amortecido parte das dívidas herdadas.
Com a cidade mergulhada em dívidas e sem caixa, o prefeito agora corre contra o tempo para liberar verbas, inclusive pedindo apoio de Brasília — o mesmo Governo Federal que ele ironizou em campanhas e entrevistas.
A saúde não é o único setor em colapso. A limpeza pública também entrou em crise após a demissão de mais de 200 funcionários da Limpurb, o que causou o acúmulo de lixo em vários bairros da capital. O transporte coletivo continua precário, o cronograma de obras está paralisado e há temor entre servidores de que salários possam atrasar nos próximos meses.
O discurso da “gestão técnica” desmoronou
O prefeito bolsonarista que prometia uma “gestão moderna e eficiente” agora vive de remendos fiscais, decretos e discursos contraditórios. Em janeiro, quando decretou a primeira calamidade financeira, Brunini afirmou que era uma “ação preventiva”. Dez meses depois, repete o mesmo argumento — mas com a diferença de que, desta vez, a cidade está sem fôlego, sem recursos e sem rumo.
A imprensa local e nacional aponta que a dívida total da Prefeitura pode alcançar R$ 364 milhões até o fim de 2025, somando passivos de fornecedores, contratos suspensos e encargos não pagos.
Enquanto isso, o prefeito segue investindo tempo e energia nas redes sociais, gravando vídeos e distribuindo culpas. Nas postagens oficiais da Prefeitura, multiplicam-se os comentários de indignação. A imagem do “prefeito TikTok” virou piada pública e símbolo de despreparo.
A incoerência que custa caro
Brunini foi eleito com o discurso de que “Cuiabá não precisa do dinheiro de Lula”, mas agora a própria sobrevivência do município depende da ajuda federal. O mesmo gestor que rejeitou diálogo e criticou políticas públicas federais hoje busca socorro em Brasília.
É a ironia perfeita: o prefeito que se vendia como exemplo de autonomia agora governa de joelhos diante da própria incompetência.
A revista IstoÉ sintetizou o drama em uma frase: “O prefeito que dispensou dinheiro de Lula agora cogita decretar nova calamidade em Cuiabá.” O bolsonarismo municipal, antes sustentado por bravatas e slogans, finalmente colheu o que plantou — o caos administrativo e o descrédito político.
No fim, a conta sobra, como sempre, para o povo cuiabano: saúde sucateada, ruas imundas, serviços parados e uma Prefeitura que não consegue pagar o que promete.
O “gestor técnico” virou exemplo de como ideologia, arrogância e amadorismo podem destruir uma cidade em menos de um ano.
Cuiabá está no vermelho — e Abílio Brunini, o prefeito bolsonarista, no centro do colapso que ele mesmo criou.

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