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O presidente Lula garantiu o pagamento real do piso da enfermagem com mais de R$ 20 bilhões em repasses federais, após Bolsonaro sancionar a lei sem indicar de onde viria o dinheiro. Enquanto Lula viabilizou o sonho da categoria, o prefeito de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), mente e tenta enganar os servidores da saúde.

Pela Redação | A Voz do Povo em Tela

Na noite de 13 de outubro de 2025, o prefeito bolsonarista de Cuiabá, Abílio Brunini (PL), foi vaiado por servidores da Saúde ao afirmar que foi Jair Bolsonaro quem “deu o piso da enfermagem”. O discurso, feito em frente à Prefeitura durante protesto contra o corte no adicional de insalubridade, foi recebido com gritos e vaias de indignação. A reação não foi à toa: Abílio mentiu.

O piso da enfermagem não foi uma “dádiva” de Bolsonaro, mas sim uma conquista da categoria, fruto de anos de luta e de um projeto de autoria do senador Fabiano Contarato (PT-ES) — o PL 2.564/2020. E quem garantiu que o piso saísse do papel, com dinheiro e planejamento, foi Luiz Inácio Lula da Silva, que reestruturou o orçamento e criou o mecanismo federal de financiamento.


Fabiano Contarato: o verdadeiro autor do piso nacional da enfermagem

O PL 2.564/2020, apresentado por Fabiano Contarato (PT-ES), estabeleceu o piso nacional da enfermagem de R$ 4.750,00 para enfermeiros, R$ 3.325,00 para técnicos e R$ 2.375,00 para auxiliares e parteiras. A proposta alterou a Lei nº 7.498/1986, que regulamenta a profissão, e previa reajuste anual pelo INPC, garantindo correção contra a inflação.

Após forte mobilização dos conselhos de enfermagem e dos sindicatos, o projeto foi aprovado no Congresso Nacional por ampla maioria — 449 votos favoráveis na Câmara e unanimidade no Senado. Essa foi uma vitória histórica da classe trabalhadora e um marco de valorização profissional.


Bolsonaro: sanção demagógica e omissão criminosa

O projeto foi sancionado por Jair Bolsonaro em agosto de 2022, transformando-se na Lei nº 14.434/2022, mas o ex-presidente vetou justamente o artigo que previa o reajuste anual. Ou seja, aprovou o texto para posar de “benfeitor”, mas esvaziou o conteúdo.

Pior: quando o Supremo Tribunal Federal (STF) exigiu que o governo apresentasse a fonte de custeio do piso, Bolsonaro não apresentou plano, estudo nem previsão orçamentária. O ministro Luís Roberto Barroso, relator da Ação Direta de Inconstitucionalidade 7.222, chegou a afirmar que “não se pode criar despesa obrigatória sem indicar de onde virá o dinheiro”.

Bolsonaro ignorou o alerta e empurrou o problema para os estados e municípios, jogando o custo nas costas dos gestores locais. A irresponsabilidade fiscal do governo anterior levou o STF a suspender temporariamente a aplicação do piso até que houvesse fonte real de financiamento.

Resumindo: Bolsonaro sancionou, vetou o reajuste e fugiu do pagamento.


Lula transformou a promessa em política pública

Ao assumir o governo em 2023, Lula herdou o piso aprovado, mas sem dinheiro. Coube a ele corrigir o erro e colocar o piso em prática de verdade. Em maio de 2023, o presidente sancionou a Lei nº 14.581/2023, abrindo crédito especial de R$ 7,3 bilhões no Orçamento da Seguridade Social, o que possibilitou a criação da Assistência Financeira Complementar (AFC) — um mecanismo que garante repasses mensais da União para que estados, municípios e entidades filantrópicas paguem o piso da enfermagem.

Desde então, o governo federal já repassou mais de R$ 20 bilhões para o custeio do piso.
Só em junho de 2025, foram R$ 790,9 milhões transferidos a estados e municípios.
Em setembro de 2024, o repasse foi de R$ 825 milhões, e em novembro, ultrapassou R$ 1 bilhão — o maior valor da história.

As portarias do Ministério da Saúde, como a GM/MS nº 1.135/2023 e a nº 6.807/2025, definiram os critérios, garantindo transparência, fiscalização e atualização via sistema InvestSUS. Diferente de Bolsonaro, que fez populismo vazio, Lula colocou o dinheiro na conta e valorizou os profissionais que sustentam o SUS.


O STF reconheceu: o piso é constitucional e deve ser pago

Em 2023, o Supremo Tribunal Federal julgou a Ação Direta de Inconstitucionalidade 7.222 e reconheceu a constitucionalidade da Lei 14.434/2022, mantendo o piso da enfermagem em vigor.
O relator Luís Roberto Barroso chamou a medida de “avanço civilizatório” e determinou condicionantes:

  • No setor público, o pagamento deve seguir os repasses da União e a capacidade orçamentária de cada ente;
  • No setor privado, depende de negociação coletiva entre trabalhadores e empregadores;
  • O piso corresponde à jornada de 40 horas semanais.

Em 2025, o ministro Dias Toffoli pediu vista, adiando o julgamento definitivo, mas a aplicação continua garantida. Graças à atuação do governo Lula, os recursos federais estão assegurados e a política é realidade em todo o país.


Abílio Brunini: o prefeito mentiroso que desrespeita os servidores

Enquanto o governo federal investe bilhões para garantir o piso da enfermagem, o prefeito Abílio Brunini prefere mentir e atacar os profissionais da saúde. Recentemente, sua gestão reduziu o adicional de insalubridade e ameaçou terceirizar os serviços caso haja greve.

Dizer que “Bolsonaro deu o piso” é mentira descarada.
O verdadeiro autor é Fabiano Contarato (PT-ES).
Quem garantiu o pagamento foi Lula.
E quem continua desrespeitando os trabalhadores é Abílio Brunini, que mente, engana e trata os servidores como inimigos.

Brunini não engana mais ninguém. Os profissionais da saúde conhecem a verdade e mostraram isso nas vaias que ecoaram diante da Prefeitura.


A verdade tem nome e sobrenome

O piso da enfermagem é uma conquista da luta coletiva, do Parlamento e de um governo que respeita o povo.
Foi Fabiano Contarato (PT-ES) quem escreveu o projeto.
Foi Luiz Inácio Lula da Silva quem garantiu o financiamento.
E foi o Supremo Tribunal Federal quem reconheceu a constitucionalidade.

Bolsonaro mentiu. Abílio Brunini repetiu.
Mas a verdade venceu — e tem R$ 20 bilhões em provas federais na conta.


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