
Mesmo sem PAC local, a vida real anda: saúde, educação, renda e cultura com recursos garantidos — quando a prefeitura não apresenta projeto, não é “falta de Brasília”, é falta de gestão.
Pela Redação | A Voz do Povo em Tela
Carlinda tem números que não cabem em discurso vazio. De janeiro a agosto de 2025, R$ 18,80 milhões foram transferidos diretamente ao município — dinheiro vivo para a máquina pública funcionar e atender a população. Soma-se a isso uma enxurrada de recursos pagos diretamente aos cidadãos, que movimentam comércio, pagam contas e reduzem desigualdades. Esta é a diferença entre narrativa e dado: enquanto alguns fingem que “nada chega”, o extrato oficial mostra que chega, sim.
Comecemos pelo básico: o povo
Bolsa Família: R$ 2,57 milhões de janeiro a agosto, alcançando 470 famílias (média de R$ 628,81 por família) — 88,94% chefiadas por mulheres. Auxílio Gás: 132 famílias atendidas no mês de referência. BPC: 248 pessoas com benefício em julho (idosos e pessoas com deficiência). Previdência: R$ 24,56 milhões em benefícios entre janeiro e agosto. Seguro-desemprego: R$ 1,05 milhão no período. Isso é renda no bolso, comida na mesa e gente comprando no comércio local.
Saúde que funciona no território
Três médicas do Mais Médicos estão em atuação; quatro UBS em funcionamento com custeio federal; 797 pessoas atendidas pela Farmácia Popular apenas em 2025 (com gratuidade dos itens do rol desde fevereiro). Há 4 equipes de Saúde da Família e 3 equipes do Brasil Sorridente habilitadas — todas a partir de 2023. Quando a fila anda, é porque tem custeio e equipe.
Escola, merenda, transporte e tempo integral
Pé-de-Meia já alcançou 166 estudantes (R$ 116 mil no ano). O PNAE garantiu R$ 142,54 mil para merenda de 1,38 mil alunos. O PNATE repassou R$ 55,06 mil para transportar 630 estudantes. A escola em tempo integral recebeu R$ 235,16 mil para 45 matrículas e pactuou outras 35 para o novo ciclo. E mais: o Programa Saúde na Escola atendeu 2,18 mil estudantes em 10 escolas. É política pública atravessando a infância e a adolescência inteira.
Cultura e pertencimento
Lei Paulo Gustavo: R$ 99,12 mil (R$ 90,72 mil já executados). Aldir Blanc: R$ 90,27 mil, integralmente aplicados. Cultura não é “perfume”; é economia criativa, formação e memória — e o dinheiro está chegando.
Emprego, crédito e quem empreende
Carlinda tem 1,08 mil empregos formais e gerou 53 novas vagas no ano de 2025 (49 desde jan/2023). No crédito, PRONAMPE “Acredita” contratou R$ 759,40 mil; o ProCred360, R$ 26,99 mil. São 611 MEIs ativos. Desenrola Brasil limpou o nome de 58 pessoas com desconto médio de 85,83% nas dívidas renegociadas. Isso se traduz em fôlego para produzir e consumir.
Campo forte, comida no prato
O Plano Safra irrigou R$ 84,22 milhões em 195 contratos: R$ 75,03 milhões no agronegócio e R$ 9,20 milhões para a agricultura familiar (PRONAF). O PAA pagou R$ 32,61 mil a 9 agricultores locais — compra pública que vira alimento em escolas e equipamentos sociais. Essa é a ponte direta entre quem produz e quem se alimenta.
Casa própria e dignidade
O Minha Casa Minha Vida já financiou moradia a partir de 2023, somando R$ 252,27 mil com FGTS no município. Pode parecer pouco em números absolutos, mas para a família atendida é o salto da informalidade para a cidadania.
E o Novo PAC?
No recorte oficial, Carlinda não tem obra listada no Novo PAC Seleções. Isso não é desculpa para paralisia: significa que a prefeitura precisa apresentar projetos tecnicamente consistentes, cumprir etapas e disputar os editais. Quando o município falha nisso, não é culpa “de Brasília”. Responsabilidade local também existe — e pesa. Enquanto isso, os programas federais seguem sustentando a vida cotidiana.
Aqui em Carlinda tem trabalho do Governo Federal.

Deixe um comentário