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A RESISTÊNCIA TAMBÉM SE ESCREVE

Agora o povo sabe de que lado estão os deputados bolsonaristas: se do lado da classe trabalhadora ou da elite que sempre fugiu da conta.

Pela Redação | A Voz do Povo em Tela

A Câmara dos Deputados aprovou, em sessão histórica, o projeto de lei que amplia a faixa de isenção do Imposto de Renda para todos os trabalhadores que ganham até R$ 5 mil por mês. A medida, considerada a maior conquista popular desde a redemocratização, é fruto da luta do governo Lula e do Partido dos Trabalhadores para colocar o pobre no orçamento e obrigar a elite a pagar a conta. O texto segue agora para o Senado Federal, onde deverá ser votado nos próximos dias.

Com a nova regra, cerca de 26 milhões de trabalhadores ficam totalmente isentos. Somados aos 10 milhões já beneficiados em 2023 e 2024, chegam a 36 milhões de brasileiros libertos da cobrança. Além disso, aproximadamente 90 milhões de pessoas estarão contempladas com isenção total ou parcial, representando quase metade da população.

Como foi a votação

O projeto, relatado por Arthur Lira (PP-AL), obteve ampla maioria de votos. Partidos progressistas e de centro apoiaram a proposta, enquanto a bancada bolsonarista expôs suas contradições: parte votou contra, outra se absteve, deixando claro que preferem defender os privilégios da elite do que aliviar o bolso do trabalhador.

O painel eletrônico da Câmara deixou registrado para a história quem está ao lado da classe trabalhadora e quem vota contra o povo. O resultado escancarou a hipocrisia daqueles que, quando no poder, nunca moveram um dedo para reduzir impostos sobre salários.

O impacto da medida

Isenção total: para rendas até R$ 5 mil.

Isenção parcial: para rendas de R$ 5 mil até R$ 7.350.

Compensação: a renúncia fiscal, estimada em R$ 25 bilhões por ano, será coberta por impostos sobre altas rendas, lucros milionários e ganhos acima de R$ 600 mil anuais.

Essa mudança histórica inverte a lógica que sempre marcou o Brasil: o trabalhador sendo tributado direto na fonte, enquanto ricos e grandes empresas escapavam com isenções e brechas legais.

Reação da oposição

Como era esperado, a oposição bolsonarista correu para falar em “irresponsabilidade fiscal”. Mas o discurso soa vazio. Nunca questionaram os bilhões em renúncias para bancos, montadoras e o agronegócio exportador. O incômodo não está na renúncia — está no destino dela. Pela primeira vez, o benefício vai para o bolso do trabalhador.

A dimensão social e política

Essa vitória vai além da economia: significa mais dinheiro no salário, mais consumo, mais dignidade para milhões de famílias. Politicamente, Lula cumpre sua promessa de campanha, escancara as contradições da oposição e reforça a imagem de presidente do povo.

Em 2026, o povo lembrará quem votou a favor do trabalhador e quem tentou impedir a conquista. A classe trabalhadora venceu — e a elite começou a perder privilégios.

Justiça histórica

Depois de mais de um século em que o imposto recaía sobre quem ganhava pouco, chegou a hora de corrigir a balança. O pobre no orçamento, o rico pagando imposto. A frase já ecoa pelo país: “Faz o L, Brasil! 2026 é Lula outra vez!”


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