
Prefeito bolsonarista usa “emergência” como desculpa para premiar fornecedores já denunciados, enquanto hospitais seguem com prateleiras vazias e o povo paga a conta
Pela Redação | A Voz do Povo em Tela
A Empresa Cuiabana de Saúde Pública (ECSP), ligada à Prefeitura de Cuiabá, assinou 12 contratos emergenciais que somam mais de R$ 4,6 milhões para a compra de medicamentos sem licitação. Segundo a gestão, o objetivo é abastecer, por 90 dias, o Hospital Municipal de Cuiabá (HMC) e o Hospital Municipal São Benedito (HMSB). A prática, porém, expõe o modus operandi do prefeito Abílio Brunini: improviso, favorecimento e falta de transparência.
Entre os beneficiados está a Daz Medic Distribuidor Hospitalar Ltda., que já havia entregue medicamentos sem nota fiscal ao Centro de Distribuição de Medicamentos e Insumos de Cuiabá (CDMIC). Mesmo com histórico duvidoso, a empresa foi agraciada com um contrato de R$ 755 mil. Outras companhias também receberam valores expressivos: W2 Comércio (R$ 822 mil), Maêve Produtos Hospitalares (R$ 534 mil) e Halex Istar Indústria Farmacêutica (R$ 455 mil). Há ainda fornecedores repetidos, como a Goldenplus, reforçando a suspeita de favorecimento.
Todos os contratos foram assinados sob a mesma Dispensa de Licitação nº 043/2025, mas os documentos integrais não estão disponíveis no Portal da Transparência, o que impede a fiscalização da sociedade e abre caminho para irregularidades.
Enquanto milhões são torrados em contratos suspeitos, a secretária de Saúde, Danielle Carmona, admitiu que parte dos medicamentos não chegou. Algumas empresas condicionaram as entregas ao pagamento de dívidas antigas, e a prefeitura improvisou uma “força-tarefa” com vans para distribuir remédios. Resultado: contratos milionários ativos, mas prateleiras vazias nas unidades de saúde.
Em 2025, a Prefeitura de Cuiabá já empenhou cerca de R$ 59 milhões em medicamentos, mas a população continua enfrentando desabastecimento. É o retrato da gestão de Abílio Brunini: discurso moralista e prática de balcão de negócios.
Enquanto isso, o Governo Federal investe de forma planejada em obras e equipamentos pelo Novo PAC e fortalece o SUS, garantindo políticas estruturais e permanentes. A comparação é inevitável: em Brasília, trabalho de Estado; em Cuiabá, contratos emergenciais que levantam suspeitas e expõem a face mais hipócrita do bolsonarismo local.
“Aqui em Cuiabá tem trabalho do Governo Federal” — mesmo que o prefeito tente esconder a verdade.
Fonte principal: PNB Online — “Abilio compra remédios sem licitação de empresa que entregou medicamentos sem nota fiscal”
Fontes adicionais: VG Notícias, FolhaMax, TV Cidade Verde, Prefeitura de Cuiabá

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