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A RESISTÊNCIA TAMBÉM SE ESCREVE

Xandão dá ultimato: Bruna Cristina Zaramella ignorou medidas cautelares e agora tem 5 dias para se explicar — ou troca a tornozeleira eletrônica pelas grades de uma cela

Pela Redação | A Voz do Povo em Tela

O Supremo Tribunal Federal (STF) voltou sua atenção para Sinop. A ré Bruna Cristina Zaramella, bióloga e patriota bolsonarista, está na mira direta do ministro Alexandre de Moraes por descumprir medidas cautelares impostas em razão de sua participação nos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023.

Bruna havia conseguido liberdade provisória mediante condições rígidas: uso de tornozeleira eletrônica, proibição de redes sociais, recolhimento domiciliar noturno e nos fins de semana, suspensão de porte de armas e entrega do passaporte.

Segundo relatórios da Secretaria Adjunta de Administração Penitenciária de Mato Grosso, em agosto de 2025 a patriota violou os limites de monitoramento da tornozeleira em pelo menos quatro ocasiões. Houve ainda registros de falha na bateria do dispositivo — situação que o STF considerou grave.

Diante disso, Moraes determinou que a defesa de Bruna apresente explicações em até cinco dias, sob pena de prisão imediata. A decisão se baseia no artigo 312, § 1º, do Código de Processo Penal, que prevê prisão preventiva em caso de descumprimento de medidas cautelares.

Um processo que se arrasta desde 2023

Bruna responde por incitação ao crime (art. 286 do Código Penal) e associação criminosa (art. 288), crimes atribuídos a sua participação na convocação e apoio aos atos que depredaram as sedes dos Três Poderes em Brasília.

A Procuradoria-Geral da República entregou suas alegações finais em março de 2025, enquanto a defesa protocolou resposta em julho. O processo agora aguarda julgamento definitivo pelo STF.

Da militância virtual à tornozeleira eletrônica

Moradora de Sinop, Bruna se projetou entre patriotas bolsonaristas com transmissões ao vivo e postagens inflamadas contra as instituições. Esse histórico a colocou no radar do Supremo como uma das incentivadoras do clima de instabilidade que culminou nos ataques de 8 de janeiro.

A liberdade provisória foi concedida com restrições, mas os descumprimentos registrados neste ano mostram, segundo o STF, falta de respeito às determinações judiciais.

Prisão à vista?

Caso a defesa não apresente justificativas plausíveis, a prisão preventiva se torna uma possibilidade real. Alexandre de Moraes já demonstrou que não aceitará desculpas frágeis para reincidências ou falhas no monitoramento eletrônico.

O recado é direto: quem descumpre decisão judicial, mesmo sob o rótulo de “patriota”, enfrenta as consequências da lei.

O silêncio que fala alto

Até agora, nem Bruna nem seus advogados se pronunciaram publicamente sobre os relatórios de descumprimento. Em Sinop, apoiadores a tratam como vítima de perseguição política, enquanto críticos enxergam arrogância de quem acreditou estar acima da lei.

O prazo, porém, corre rápido. Se a defesa não se mover, Bruna Cristina Zaramella, a patriota de Sinop, poderá trocar as transmissões nas redes pela rotina silenciosa de uma cela em Brasília.


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