
Prefeito cala vice e secretários e transforma a capital em palanque ideológico ao invés de governar para o povo
Pela Redação | A Voz do Povo em Tela
Abílio Brunini (PL), prefeito de Cuiabá, se comporta como se fosse dono da capital mato-grossense. Arrogante, acredita que pode governar a “capital do agronegócio” sem precisar de diálogo, sem buscar recursos e sem parceria com o governo federal. Na lógica distorcida de Abílio, Cuiabá não precisa de hospitais, escolas, obras de infraestrutura ou habitação popular se isso significar dividir o palco com Lula.
Depois de decretar silêncio à vice-prefeita, Coronel Vânia Rosa, o prefeito estendeu a mordaça a todos os secretários. Ninguém pode dialogar com Brasília, ninguém pode articular recursos, ninguém pode abrir portas em ministérios. É um isolamento político deliberado, um suicídio administrativo que transforma Cuiabá em refém da obsessão ideológica do gestor.
Enquanto outras capitais buscam verbas para duplicação de vias, construção de creches, investimentos em saneamento e programas sociais, Cuiabá assiste ao espetáculo patético de um prefeito que prefere gritar contra a esquerda do que entregar resultados à população. O mesmo Lula que Abílio rejeita é o presidente que lançou o Novo PAC, programa que injeta bilhões em obras por todo o Brasil. Municípios vizinhos já foram contemplados, mas Cuiabá corre o risco de ser preterida porque o prefeito insiste em transformar diálogo institucional em “traição ideológica”.
O episódio com a vice-prefeita expôs o autoritarismo de Brunini. Vânia havia sinalizado disposição em representar a cidade em eventos e até em encontros com o próprio presidente da República. A resposta de Abílio foi uma ordem seca: “Secretário que tentar dar atenção para esse pessoal da esquerda está no lugar errado”. A mensagem é clara: ou se ajoelha no altar do extremismo, ou perde a cadeira.
O resultado é desastroso. Cuiabá, que deveria ser exemplo de gestão moderna, virou palco de humilhação pública. Vice e secretários são obrigados a desempenhar o papel de figurantes mudos em um teatro onde apenas Abílio fala. E fala muito — mas governa pouco.
A arrogância do prefeito não afeta apenas a imagem política, mas pesa diretamente no bolso e no cotidiano da população. Sem diálogo com o governo federal, Cuiabá abre mão de investimentos em saúde, educação, moradia e infraestrutura. É como se Abílio tivesse decidido que sua cruzada ideológica vale mais do que postos de saúde funcionando, creches abertas ou ônibus novos circulando pela capital.
Na prática, Brunini transformou Cuiabá em uma trincheira da extrema direita. Uma trincheira onde não entra verba federal, não entra obra estruturante, não entra política pública. Só entra discurso raivoso e bravata contra “inimigos imaginários”. E enquanto o prefeito se diverte com seu palanque, a cidade paga a conta com caos urbano, filas nos postos de saúde e a falta de perspectivas para o futuro.
Abílio esqueceu que foi eleito para governar uma capital de quase 700 mil habitantes, não para liderar uma seita ideológica. Cuiabá precisava de gestão, diálogo e visão de futuro. Ganhou um prefeito que cava o abismo da extrema direita e empurra toda a população junto.

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