
Enquanto pets aguardam disciplinados por ossinhos em Cuiabá, o prefeito inventa programa com nome trocado e tenta esconder recursos federais do Minha Casa Minha Vida
Pela Redação | A Voz do Povo em Tela
No CPA 3, Setor 5, em Cuiabá, um açougue tradicional há mais de 40 anos virou atração diária nas redes sociais. Não pelo preço da carne, mas pela cena encantadora: uma fila de cachorros que, todos os dias, se organizam sozinhos para receber ossos e pedaços de carne. Sem briga, sem empurra-empurra, sem precisar de guarda municipal. Basta abrir a porta do açougue e lá estão eles, alinhados, cada um esperando a sua vez.
“Mais educados que muito humano por aí”, comentou um morador que acompanha a cena. E não é exagero: a fila dos cães é exemplo de respeito e disciplina, um contraste gritante com a confusão política que reina na Prefeitura de Cuiabá sob o comando de Abílio Brunini.
O prefeito, que adora usar a expressão “fila do osso” para atacar Lula, esqueceu de avisar que no CPA a fila existe sim, mas é de ossinhos e organizada por vira-latas. Enquanto os pets mostram civilidade, Abílio pratica a política da birra: recusa parceria com o governo federal, não quer que Lula venha inaugurar obras do Minha Casa Minha Vida e, para disfarçar, resolveu rebatizar o programa com um nome próprio, o tal “Casa Cuiabana”.
Na prática, as casas continuam sendo construídas com 92% de recursos federais do programa de Lula. Mas, para não “pegar mal” no seu palanque ideológico, Abílio troca a placa, muda o nome e posa de pai da obra. Seria cômico se não fosse trágico: o prefeito quer apagar a marca de quem de fato garante moradia digna às famílias cuiabanas.
Enquanto isso, a cidade sofre. Abílio gasta energia para negar o óbvio: sem o governo federal, Cuiabá não teria novas unidades habitacionais. Sem Lula, não há Minha Casa, nem Cuiabana, nem de qualquer outro nome. Mas a vaidade política fala mais alto. Ele prefere criar uma cortina de fumaça, como se mudar a etiqueta da embalagem mudasse o conteúdo.
E é nesse ponto que a fila dos cães vira metáfora perfeita. No CPA, os cachorros esperam ossos com mais honestidade do que certos políticos esperam voto. Não furam fila, não fingem ser donos da carne que não compraram e não escondem de onde veio o osso que roem. Se dependesse deles, talvez a política cuiabana tivesse mais decência.
Enquanto Abílio se esforça para esconder Lula, os vira-latas do CPA dão um espetáculo diário de disciplina e sinceridade. E no meio de tanta hipocrisia, fica a lição: até os cachorros sabem reconhecer de onde vem o osso.
🦴 “No CPA até cachorro sabe de onde vem o osso…
já o Abílio esconde de onde vem a verba.”

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