
O esquema de fraudes contra aposentados e pensionistas chega ao fim com Lula, enquanto a CPMI escancara a herança maldita de Paulo Guedes e Sérgio Moro.
Pela Redação | A Voz do Povo em Tela
O que parecia apenas mais um “detalhe burocrático” durante os anos de Bolsonaro revelou-se um assalto em massa contra aposentados e pensionistas. Descontos misteriosos surgiam nos extratos do INSS: taxas de associações, sindicatos fantasmas e clubes de fachada que os beneficiários jamais haviam autorizado. O resultado? Bilhões desviados diretamente da renda de quem mais precisa.
Essa máquina de rapinagem, tolerada e até blindada pela gestão bolsonarista, começou a ruir com a posse de Lula. Em menos de um ano, o governo conseguiu devolver mais de R$ 1 bilhão aos aposentados lesados. Até agora, 2,3 milhões de beneficiários já receberam em parcela única o dinheiro que lhes foi tomado. O processo é rápido: quem adere ao programa tem a devolução integral em até três dias. Não por acaso, 99% dos aposentados que assinaram o acordo já foram ressarcidos.
A CPMI do INSS: a devassa no esquema
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS revelou a dimensão da fraude. Segundo a Controladoria-Geral da União (CGU), 95% dos descontos feitos por associações foram sem autorização. Estima-se que mais de 4 milhões de aposentados tenham sido vítimas, com prejuízo que pode passar dos R$ 6 bilhões entre 2019 e 2024.
Figuras como o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como o “Careca do INSS”, surgiram como operadores de um sistema de cooptação: entidades de fachada se multiplicavam, firmavam convênios frágeis com o INSS e se sustentavam no desconto automático na folha de benefícios. Algumas dessas associações viram suas arrecadações disparar em poucos meses, uma pista evidente do golpe.
A Polícia Federal deflagrou a Operação Sem Desconto, cumprindo mandados de busca e apreensão, bloqueando bens e investigando dirigentes dessas entidades. Agora, a CPMI coloca luz sobre a responsabilidade política. Ex-ministros, secretários e presidentes de associações foram convocados para depor. Até a Defensoria Pública da União sugeriu mudanças na lei para impedir novos abusos, como a proibição de descontos em folha para associações sem autorização clara e individual.
STF e governo: pacto pelo ressarcimento
O acordo firmado entre o governo federal e o Supremo Tribunal Federal (STF) estabeleceu o prazo de 14 de novembro para concluir a devolução. O ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, tem reforçado em cada visita aos estados a orientação: se o aposentado identificar desconto sem autorização, basta comunicar à agência do INSS ou pelo aplicativo. Caso a associação não comprove a legalidade, o dinheiro volta imediatamente ao bolso do beneficiário.
A herança maldita do bolsonarismo
A CPMI não só revelou os responsáveis diretos pelo roubo, mas também a omissão política. Durante a gestão Bolsonaro, sob a batuta de Paulo Guedes e com a complacência do então juiz e depois ministro Sérgio Moro, denúncias se acumulavam sem resposta. Enquanto aposentados eram sangrados, o discurso “anticorrupção” servia apenas como biombo para o saque.
Agora, com Lula, a lógica se inverte: quem foi roubado é reparado, quem fraudou será punido. Não é apenas uma devolução financeira; é a reconstrução da confiança entre Estado e cidadão.
O fim da farra
Cada real devolvido é uma sentença contra o modelo bolsonarista de governar: roubar do pobre para enriquecer os já privilegiados. A CPMI do INSS mostra ao país que a corrupção de terno e gravata, montada em associações e apadrinhada por governos omissos, não terá espaço no Brasil.
Lula devolve dignidade a quem trabalhou a vida inteira e foi tratado como alvo fácil. A herança maldita de Guedes e Moro está sendo desmontada, e com ela se encerra mais um capítulo da farsa bolsonarista.

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