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A RESISTÊNCIA TAMBÉM SE ESCREVE

Família que debochou da falta de ar agora respira sob o peso da Justiça: investigações sobre corrupção e omissões na pandemia batem à porta do clã bolsonarista.

Pela Redação | A Voz do Povo em Tela

Brasília, 18 de setembro de 2025 — O Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou uma nova etapa de investigações contra Jair Bolsonaro, seus filhos Flávio, Eduardo e Carlos Bolsonaro e cerca de 20 aliados próximos. A decisão, assinada pelo ministro Flávio Dino, atendeu pedido da Polícia Federal e tem como base o relatório da CPI da Covid, concluída em 2021.

As apurações vão além da retórica negacionista que marcou o governo. A PF investigará indícios de corrupção, fraudes em licitações, superfaturamento de contratos, uso de empresas de fachada e desvio de recursos públicos destinados ao enfrentamento da pandemia. Também estão no radar os contratos escandalosos de vacinas, como o da Covaxin, além da promoção de medicamentos ineficazes e da resistência em negociar vacinas em tempo hábil.

O prazo inicial para diligências da PF é de 60 dias. Nesse período, devem ocorrer oitivas dos investigados, que agora terão de prestar contas formalmente à Justiça. Para quem minimizou a falta de oxigênio em Manaus e zombou do sofrimento de famílias enlutadas, o oxigênio agora é outro: o do foro privilegiado, que não garante mais a mesma blindagem.

O relatório da CPI da Covid já apontava responsabilidades por atrasos na compra de vacinas, estímulo a tratamentos ineficazes e omissões que resultaram em milhares de mortes evitáveis. Agora, essas acusações deixam de ser apenas memória parlamentar para se transformar em investigação criminal.

Além de Jair Bolsonaro, os filhos Flávio, Eduardo e Carlos aparecem como investigados diretos, ao lado de ex-ministros e assessores de confiança. Para o clã, que sempre usou a retórica do “mito” e a negação da ciência como arma política, o risco é ver o discurso ruir diante de provas documentais e depoimentos colhidos ao longo da CPI.

O simbolismo é potente: a família que transformou a pandemia em palco para sua política de ódio e desprezo pela vida agora enfrenta a possibilidade de responder por crimes contra a Administração Pública. A casa, de fato, pode estar prestes a cair.

Se confirmadas as suspeitas, o caso pode gerar processos por corrupção, improbidade administrativa e até responsabilização penal. Mais do que um desgaste político, trata-se de uma possível virada histórica na relação entre poder, impunidade e Justiça no Brasil.


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