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A RESISTÊNCIA TAMBÉM SE ESCREVE

Agora o povo já tem a lista pronta: em 2026 saberá em quem não votar — e nesta matéria você conhece como cada partido votou na blindagem.

Pela Redação | A Voz do Povo em Tela

A Câmara dos Deputados escreveu, nesta terça-feira histórica, um dos capítulos mais vergonhosos de sua trajetória: a aprovação em dois turnos da chamada PEC da Blindagem, apelidada pela sociedade como PEC da Bandidagem.

No primeiro turno, foram 353 votos favoráveis, 134 contrários e uma abstenção. Já no segundo turno, a proposta passou com 344 votos favoráveis e 133 contrários, consolidando uma manobra legislativa que busca blindar parlamentares contra decisões judiciais — um escudo institucional contra a própria democracia. Agora, a matéria segue para análise no Senado.

Como votaram os partidos

O resumo da votação mostra o peso dos blocos políticos e expõe quem realmente se comprometeu com a blindagem:

PartidoSimNãoAbstençãoTotal
PL950095
PP473050
Republicanos412043
União Brasil505055
MDB3112043
PSD2018038
PT1255067
PSB912021
PDT158023
PSOL013013
Rede0101
PCdoB0505
PV0303
Novo3104
Podemos113014
Solidariedade5106
Avante6006
Patriota4004
Outros4116

Em Mato Grosso, seis deputados votaram “sim” à blindagem. Os seis blindados de Mato Grosso: vergonha estampada no voto.

O significado da votação

A aprovação da PEC lança o Brasil em um perigoso precedente: em vez de enfrentar a Justiça em pé de igualdade com o povo, os parlamentares se colocam acima dela. Não se trata apenas de uma vitória bolsonarista ou do Centrão, mas de uma derrota institucional que compromete o pacto democrático construído desde a Constituição de 1988.

A ironia é que, enquanto o Congresso corria para votar a blindagem, temas urgentes como a isenção do imposto de renda para quem ganha até dois salários mínimos seguem travados pela mesma bancada que agora se mobilizou em tempo recorde para garantir seus privilégios. O recado é cristalino: quando é para proteger o povo, a demora é eterna; quando é para se proteger, a velocidade é supersônica.

E agora?

O texto segue para o Senado, onde a pressão da sociedade civil, das instituições e da opinião pública será determinante. A votação expôs a hipocrisia: deputados que se vendem como “defensores da moral” decidiram, na prática, se blindar contra investigações e punições.

A história cobrará de cada um desses parlamentares o peso do voto que deram. A democracia não esquece, e o povo muito menos.


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