
Primeira votação da PEC da Bandidagem escancara a contradição dos “honestos” que acusam petistas de corrupção, mas correm para se esconder da lei, enquanto 134 parlamentares disseram não à impunidade e reafirmaram confiança nas instituições.
Pela Redação | A Voz do Povo em Tela
Na noite de 16 de setembro de 2025, a Câmara dos Deputados deu o primeiro passo para institucionalizar a impunidade. Em primeira votação, a chamada PEC da Blindagem foi aprovada por 353 votos a favor, liderados pela bancada bolsonarista e seus aliados do centrão, contra 134 votos que rejeitaram a manobra e 1 abstenção. Ainda falta o segundo turno para que o texto avance ao Senado, mas o recado já foi dado: a tropa bolsonarista corre para se blindar da Justiça.
O texto aprovado cria um verdadeiro muro de privilégios: processos criminais contra deputados e senadores só poderão avançar com autorização das próprias Casas legislativas; prisões cautelares decididas por ministros do STF ficam proibidas; amplia-se o foro privilegiado para presidentes de partidos; e o Congresso terá até 90 dias para decidir se autoriza investigações ou prisões. Para coroar a blindagem, as votações serão secretas — garantindo anonimato para quem protege colegas suspeitos.
Enquanto 353 bolsonaristas se empenharam em proteger a si mesmos, os 134 que votaram contra mostraram coragem política. Foram eles que defenderam a democracia, confiaram na Justiça brasileira e reafirmaram que quem não deve não precisa temer investigação. Esses votos contrários representam a resistência contra a tentativa de transformar o parlamento em bunker da impunidade.
O contraste é gritante. Os mesmos que passam o dia chamando o PT de ladrão agora escrevem na Constituição um salvo-conduto para escapar da Justiça. Os petistas, por sua vez, rejeitaram a proposta — porque quem não deve não precisa de blindagem. A máxima virou contra eles próprios: se são tão honestos, por que tanto medo da lei?
Se confirmada no segundo turno, a PEC da Blindagem reduzirá o poder do STF, ampliará privilégios e institucionalizará a covardia de parlamentares que escondem o voto atrás do painel secreto. O povo brasileiro precisa enxergar: os verdadeiros bandidos do parlamento não estão na esquerda, mas entre os que vestem a fantasia de “honestos” enquanto correm para se blindar.

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