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A RESISTÊNCIA TAMBÉM SE ESCREVE

Subtítulo: Partido da “família tradicional” acumula escândalos de corrupção, golpe e agora abuso sexual, mostrando que a moralidade pregada nos palanques nunca passou de uma farsa conveniente.

Pela Redação | A Voz do Povo em Tela

O vereador Hélio de Mello (PL), de Irati (PR), renunciou ao mandato após a Câmara Municipal receber três denúncias que pediam a sua cassação. Professor da rede estadual, ele é investigado sob acusação de abuso sexual contra crianças e adolescentes. O caso, que corre em sigilo, já resultou em medidas cautelares: afastamento das funções escolares, proibição de contato com estudantes e mandado de busca e apreensão em sua residência.

O episódio não é um escândalo isolado, mas mais um retrato do partido que se apresenta como guardião da moral e dos “valores da família”. Enquanto na tribuna seus correligionários berram contra “ideologia de gênero” e espalham fake news para criminalizar professores e artistas, na vida real o que se vê é um rastro de contradições: escândalos de rachadinhas, enriquecimento ilícito, corrupção ativa, apoio a golpe de Estado e, agora, acusações gravíssimas de violência sexual.

Hélio de Mello seguiu o manual bolsonarista: primeiro afastou-se alegando problemas de saúde, sustentado por atestados médicos, depois optou pela renúncia para evitar um processo de cassação que poderia aprofundar ainda mais a exposição de sua conduta. O suplente João Leuch (PL) já assumiu a vaga, mas a mancha deixada no partido permanece.

A ironia é que os mesmos que se autoproclamam “cidadãos de bem” não hesitam em blindar aliados quando o escândalo estoura. Os falsos moralistas do PL, sempre prontos a atacar adversários políticos com discursos inflamados sobre “ética” e “decência”, calam diante da podridão em suas próprias fileiras. A hipocrisia, mais uma vez, grita mais alto que a tal moralidade seletiva.

Enquanto as vítimas foram encaminhadas para atendimento especializado e a investigação segue sob sigilo da Polícia Civil, resta à sociedade encarar a dura realidade: o PL não defende famílias, defende apenas seus privilégios, seus escândalos abafados e sua narrativa de conveniência. A cada novo caso, cai por terra o mito da “família tradicional brasileira” que esses políticos dizem representar.

O povo, mais uma vez, paga o preço da farsa. E cada denúncia expõe que a real ameaça às nossas crianças não vem de escolas progressistas ou artistas, mas sim dos falsos moralistas que usam a política para encobrir seus crimes e manter sua fachada de paladinos da fé e da moral.


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