
Com o dólar no menor patamar em 15 meses e o Ibovespa em recorde histórico, Lula reafirma liderança global e enfrenta de peito aberto o tarifaço protecionista de Donald Trump.
Pela Redação | A Voz do Povo em Tela
O dólar encerrou esta segunda-feira (15) em queda de 0,61%, cotado a R$ 5,32, o menor valor desde junho de 2024. O movimento refletiu o otimismo do mercado diante da perspectiva de cortes de juros nos Estados Unidos e a confiança renovada na política econômica brasileira. Paralelamente, o Ibovespa subiu 0,90% e bateu novo recorde — faz o L — ultrapassando a máxima registrada na semana anterior, em 11 de setembro.
A valorização do mercado brasileiro não se explica apenas por fatores técnicos. Em meio à turbulência provocada pelo anúncio de Donald Trump de impor tarifas de até 50% sobre produtos brasileiros, o governo de Luiz Inácio Lula da Silva reagiu com firmeza. O presidente deixou claro que o Brasil não aceitará retaliações unilaterais que prejudiquem setores estratégicos, como o agronegócio e a indústria, e acionou sua diplomacia em instâncias multilaterais para enfrentar a medida.
Enquanto Trump aposta em uma agenda nacionalista e protecionista, Lula projeta a imagem de um Brasil integrado ao mundo, disposto a negociar, mas sem abrir mão de sua soberania. Essa postura rendeu reconhecimento internacional: analistas estrangeiros destacam que o país volta a ocupar espaço de protagonismo no debate sobre comércio justo e cooperação econômica global.
O reflexo imediato dessa confiança está nos números do mercado: investidores estrangeiros intensificaram suas aplicações no Brasil, fortalecendo a moeda nacional e impulsionando o desempenho da bolsa. Para especialistas, a combinação entre fundamentos sólidos, credibilidade diplomática e firmeza política explica o atual momento positivo.
Ao reagir ao tarifaço, Lula não apenas defendeu a economia brasileira, mas também enviou um recado claro: o país não voltará ao papel de coadjuvante. O Brasil voltou a ser ouvido e respeitado, e o resultado dessa postura começa a se refletir na valorização da economia doméstica.

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