
Governador de Mato Grosso aparece em depoimento da CPMI ligado a empresário acusado de fraudar aposentados
Pela Redação | A Voz do Povo em Tela
O empresário Maurício Camisotti, apontado como pivô do esquema de fraudes no INSS, foi preso nesta sexta-feira (12.09) pela Polícia Federal em mais uma fase da Operação Sem Desconto. A ação também levou à prisão Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, figura influente nas engrenagens do esquema criminoso.
Camisotti é acusado de comandar um esquema bilionário de descontos indevidos em aposentadorias e pensões, atingindo diretamente idosos e pensionistas de todo o Brasil. O caso ganhou dimensão política quando o advogado Eli Cohen, principal denunciante do esquema, citou o governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (União Brasil), e o ex-senador Cidinho Santos em depoimento à CPMI do INSS.
Segundo Cohen, a presença de Mendes e Cidinho em uma festa realizada em Santa Catarina, organizada por pessoas ligadas a Camisotti, seria prova da proximidade entre os políticos e o grupo investigado. A cena é simbólica: enquanto aposentados eram lesados, lideranças políticas desfrutavam de celebrações com empresários agora atrás das grades.
Cidinho Santos tentou se desvincular do caso. Negou conhecer Camisotti e afirmou que esteve no evento apenas como convidado do ex-deputado Antônio Luz, de quem seria amigo pessoal. Garantiu ainda que custeou todas as suas despesas de viagem e hospedagem. Mauro Mendes, até agora, mantém silêncio sepulcral, o que aumenta a pressão para que explique sua presença em meio a um escândalo que afeta milhões de brasileiros.
O episódio expõe mais uma vez a fragilidade moral de políticos que se dizem defensores do povo, mas que surgem em festas com empresários investigados por roubar aposentados. A pergunta que ecoa em Mato Grosso e no país é direta: até quando líderes públicos vão se esconder atrás de discursos enquanto se misturam com quem lesa o povo?

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