
Rede de esgoto sem tampa e outra danificada expõem o descaso da Águas de Sinop e do poder público; perigo ameaça crianças, animais e moradores
Pela Redação | A Voz do Povo em Tela
A cena que encontramos no Jardim das Oliveiras é um retrato do descaso que coloca em risco a vida da população. Na Rua das Bracatingas, esquina com a Avenida das Itaúbas, um bueiro da rede de esgoto está completamente aberto, sem qualquer tipo de tampa ou sinalização. A situação é alarmante: o buraco tem aproximadamente dois metros de profundidade, está exposto há mais de 15 dias e representa uma verdadeira armadilha para quem passa pelo local, principalmente crianças, ciclistas, pedestres e até animais domésticos ou silvestres, já que existe uma reserva ambiental nas proximidades.
Já na Rua dos Aricuris, também esquina com a Avenida das Itaúbas, o problema se repete em outra forma: uma tampa de ferro quebrada e danificada ameaça ceder a qualquer momento. O risco de acidentes é evidente e a indignação dos moradores cresce a cada dia.
Durante a apuração, uma moradora do bairro relatou a situação com indignação: “O esgoto está descoberto, levaram a tampa, carregaram tudo e deixaram em perigo. As pessoas podem passar e cair dentro. O fedor está horrível aqui, na Avenida Itaúbas com a Bracatinga. Acho bonito na hora que estão pedindo voto, está aquele monte de gente. Mas na hora de resolver, ficam vendo isso e aquilo, enquanto os bueiros estão todos abertos aqui.”
Para piorar, quase de frente ao bueiro aberto funciona um trailer onde uma família vende lanches e serve café da manhã. O ponto, que deveria atrair clientes, praticamente se tornou impraticável. O cheiro insuportável do esgoto espanta quem pensa em parar, prejudicando trabalhadores que dependem daquele espaço para sobreviver.
A vistoria feita in loco confirmou o que a comunidade já vinha denunciando. O abandono dessas estruturas não é apenas sinal de negligência, mas também um desrespeito à segurança pública. A Águas de Sinop, empresa terceirizada responsável pelo sistema de esgoto do município, e o poder público municipal, têm o dever de agir imediatamente para reparar os danos, recolocar as tampas, garantir sinalização adequada e proteger vidas.
Vale lembrar que buracos como esses, em vias públicas, além de serem um risco iminente de morte ou acidentes graves, configuram responsabilidade direta do concessionário de serviços e da administração municipal. O mínimo que se espera é agilidade na resolução, não a indiferença que já dura duas semanas.
A população do Jardim das Oliveiras pede respeito e providências urgentes. Não se pode esperar que uma tragédia aconteça para que o problema seja levado a sério.

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