
China é o maior parceiro do agronegócio brasileiro e exemplo de eficiência que pode inspirar políticas públicas no Brasil
Pela Redação | A Voz do Povo em Tela
O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, tem defendido um olhar pragmático sobre as experiências internacionais. Para ele, ideologias à parte, o que deve guiar o Brasil — e especialmente Mato Grosso — é a capacidade de observar modelos que funcionam e adaptá-los à nossa realidade.
Mendes citou a China como o exemplo mais emblemático da atualidade. Um país que, em poucas décadas, passou de cenário de desigualdade extrema para protagonista mundial em urbanização, segurança, inovação e eficiência administrativa. Segundo o governador, basta ver as imagens que circulam diariamente nas redes sociais ou conhecer pessoalmente para perceber a magnitude da transformação.
Ele também trouxe à tona uma reflexão marcante: em conversa com um cidadão chinês, ouviu que na China seria possível andar pelas ruas com um saco transparente cheio de dinheiro sem ser roubado. E questionou: no Brasil, seria possível caminhar com um simples celular na mão sem correr risco? Essa comparação, para Mendes, abre espaço para pensar sobre qual país oferece, de fato, mais liberdade e segurança.
Além da China, Mendes apontou exemplos de outras nações, como Singapura, Japão e países do Oriente Médio, que construíram sociedades mais organizadas e urbanisticamente eficientes. Em Tóquio, relatou, não há lixeiras nas ruas porque cada cidadão assume sua responsabilidade individual, sem transferir o problema do lixo para o coletivo.
A força da China no agronegócio brasileiro
O discurso de Mauro Mendes ganha ainda mais relevância quando se observa o peso da China na economia brasileira, especialmente no agronegócio. Em 2024, a China foi responsável por 34,6% de todo o valor das exportações do setor. Produtos estratégicos como a soja, carro-chefe da produção mato-grossense, têm na China o seu maior mercado: cerca de 73% da soja exportada pelo Brasil tem destino chinês.
No caso da carne bovina in natura, mais da metade (50%) do valor exportado pelo Brasil vai para a China. O mesmo ocorre com a celulose, em que o país asiático responde por quase 41% do total exportado. Até produtos como algodão já encontram no mercado chinês mais de 37% de suas vendas.
Esses números reforçam que a chamada “economia comunista” da China é, na prática, um dos principais sustentáculos do agronegócio brasileiro — o mesmo setor que sustenta Mato Grosso como potência econômica nacional. Sem o mercado chinês, dificilmente o agro brasileiro teria alcançado o nível de relevância e faturamento que sustenta o PIB nacional.
Mauro Mendes conclui que não se trata de adotar um modelo político ou ideológico, mas de reconhecer onde há eficiência, segurança e desenvolvimento, e trazer para o Brasil — e para Mato Grosso — práticas que possam elevar a qualidade de vida, a competitividade e a organização social.

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