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A RESISTÊNCIA TAMBÉM SE ESCREVE

Agora podemos dizer que os bolsonaristas têm um bandido de estimação

Pela Redação | A Voz do Povo em Tela

O Supremo Tribunal Federal escreveu nesta quinta-feira uma das páginas mais marcantes da história da democracia brasileira: Jair Messias Bolsonaro, ex-presidente da República, foi condenado a 27 anos e 3 meses de cadeia. O homem que por anos vociferou contra instituições, que debochou da Constituição e que atacou a própria ideia de democracia, agora terá tempo de sobra para refletir sobre seus crimes atrás das grades.

Bolsonaro entra para o rol dos grandes personagens que, em vez de liderarem seu povo para o futuro, arrastaram a nação para o abismo. Sua trajetória política sempre foi acompanhada de insultos, provocações e desprezo pelas regras básicas da convivência civilizada. Mas o que parecia apenas folclore de um deputado do baixo clero cresceu, ganhou corpo e se transformou em projeto de poder — um projeto sustentado em ódio, mentiras e corrupção.

O catálogo de crimes

A lista é extensa, quase enciclopédica, e cada item é um soco na memória nacional. Organização criminosa dentro do Palácio do Planalto para beneficiar aliados e familiares, uso da máquina pública para espalhar fake news, ataques sistemáticos ao sistema eleitoral e às urnas eletrônicas, estímulo a atos golpistas, envolvimento direto na tentativa de golpe do dia 8 de janeiro de 2023.

No campo da saúde pública, o capítulo mais doloroso: a gestão criminosa da pandemia de Covid-19. Enquanto o mundo corria atrás de vacinas, Bolsonaro fazia piada, sugeria cloroquina, chamava a doença de “gripezinha” e retardava a compra de imunizantes. Resultado: mais de 700 mil mortos. Famílias devastadas, filas em cemitérios, hospitais colapsados — um genocídio silencioso patrocinado pela irresponsabilidade presidencial.

A economia não escapou. Vendeu-se a imagem de liberalismo, mas na prática o que se viu foi a entrega do patrimônio público. Eletrobras, Petrobras, Correios, Banco do Brasil: tudo esteve na mira, não como projeto de modernização, mas como balcão de negócios para privilegiar poucos enquanto a população voltava a sentir a dor da fome. O Brasil retornou ao Mapa da Fome da ONU, com milhões sem ter o que comer, enquanto o “mito” discursava em cercadinhos.

E ainda há os laços perigosos: amizades com milicianos no Rio de Janeiro, relações obscuras que sempre rondaram a família Bolsonaro, caso Queiroz, rachadinhas, compra de imóveis com dinheiro vivo. Cada detalhe compõe o retrato de um grupo político que transformou o poder em negócio de família e a presidência da República em bunker do crime.

O fim da farsa

Durante anos, os bolsonaristas disseram que defendiam um “mito”. Hoje, têm um condenado para chamar de seu. Um bandido de estimação, com sentença definitiva. O discurso de “patriotas” cai por terra, revelando que toda a narrativa não passava de cortina de fumaça para encobrir a verdadeira face de Bolsonaro: a de um político que destruiu instituições, desprezou a ciência, flertou com a ditadura e tentou subverter a ordem democrática.

O STF, ao condená-lo, envia uma mensagem ao país e ao mundo: no Brasil, ninguém está acima da lei. Nem mesmo um ex-presidente. Se há democracia, há Justiça; e se há Justiça, há castigo para quem tentou rasgar a Constituição.

A herança maldita

O bolsonarismo não acabou com a sentença, mas perdeu seu totem. O movimento que nasceu de bravatas de WhatsApp e discursos raivosos agora precisa lidar com a imagem de seu líder vestindo uniforme de presidiário. A história registrará que Jair Bolsonaro, ao contrário do que prometeu, não livrou o Brasil da corrupção nem da “velha política”: mergulhou até o pescoço em ambos.

Do negacionismo à corrupção, do golpismo ao genocídio da pandemia, a vida pública de Bolsonaro é uma sucessão de tragédias. Agora, a tragédia pessoal se soma: 27 anos e 3 meses de cadeia.

O tempo, senhor implacável, cuidará de mostrar às gerações futuras que o “mito” não passava de ilusão. Resta ao povo brasileiro a esperança de que a democracia saia fortalecida dessa provação, e que o exemplo sirva de vacina contra novos aventureiros do autoritarismo.


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