
Tentaram comprar eleição, fracassaram no voto e no golpe — e ainda querem dar lição de economia.
Pela Redação | A Voz do Povo em Tela
Enquanto bolsonaristas fingem ser guardiões das contas públicas, o resto da galera — os becos, os boletins, os boletos — mostram que a farsa tem rachadura. O senador Randolfe Rodrigues (AP) incendiou o plenário com os seguintes dados: “em 2019, sem pandemia, arrombaram o teto de gastos em R$ 53,6 bilhões; em 2020, já com pandemia, R$ 507 bilhões; em 2021, R$ 117 bilhões; e em 2022, ano de tentativa de golpe e compra de eleição, o rombo foi de R$ 116 bilhões.” Quatro anos seguidos de irresponsabilidade e maquiagem fiscal.
A farsa desmontada
Randolfe lembra que em 2023, já no governo Lula, a explosão orçamentária veio com um motivo legítimo: o pagamento dos precatórios atrasados — um vencimento forçado que elevou o déficit primário para impressionantes R$ 230 bilhões, o segundo pior da história, mas registrado com transparência e aprovado em lei. Diferente do que ocorreu no governo Bolsonaro, quando se escondiam rombos ou se driblava o teto de gastos com manobras criativas.
A Instituição Fiscal Independente (IFI) sinalizou que, em 2022, foram abertas brechas na regra do teto que totalizaram cerca de R$ 83 bilhões — tecnicamente fora do teto, mas dentro da agenda de maquiagem orçamentária. Enquanto isso, a equipe econômica vendia a imagem de superávit, obtido com truques contábeis e adiamento de despesas.
2024: o ano da guinada
As contas de 2024 mostraram uma melhora expressiva: o déficit primário caiu para R$ 43 bilhões — bem abaixo dos R$ 228 bilhões de 2023 —, o equivalente a apenas 0,36 % do PIB. Foi um resultado que superou a meta fiscal, ajudado por receitas extraordinárias e pelo controle de gastos. Economistas internacionais confirmaram essa virada, destacando que o déficit caiu de 2,3 % do PIB em 2023 para apenas 0,3 % em 2024.
2025: ajustes e desafios
Agora, em 2025, o governo já colhe os efeitos do Novo Arcabouço Fiscal, aprovado em 2023, que substituiu o teto de gastos e trouxe regras mais flexíveis, mas firmes. O pacote de contenção de R$ 31,3 bilhões, incluindo aumento do IOF, mostrou que responsabilidade fiscal também exige medidas duras.
Na outra ponta, a arrecadação bateu recorde no primeiro semestre de 2025, ultrapassando R$ 1,4 trilhão, com alta real de 4,38 %. Ainda assim, a projeção de déficit primário para o ano gira em torno de R$ 26 bilhões — dentro da banda de tolerância do novo arcabouço. O equilíbrio não é imediato, mas o rumo está dado.
Entre a demagogia e a seriedade
Enquanto a oposição insiste em vender a ilusão de que sabe cuidar das contas públicas, os números contam outra história: foram quatro anos seguidos de teto furado, rombos maquiados e tentativas de compra de votos com orçamento secreto. Já o governo atual, mesmo herdando bombas fiscais, conseguiu reduzir drasticamente o déficit em 2024 e sinaliza ajustes consistentes em 2025.
Randolfe resume bem: “não venham falar para nós sobre responsabilidade fiscal, nem sobre crescimento da economia. Porque os números desmentem os senhores”. A lição é simples: responsabilidade fiscal não combina com estelionato eleitoral, mas com coragem política de encarar a verdade.

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