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A RESISTÊNCIA TAMBÉM SE ESCREVE

Governador de Mato Grosso aparece em lista de políticos citados em banquete milionário bancado por investigados e ainda vê sua gestão envolvida em fintech ligada ao PCC

Pela Redação | A Voz do Povo em Tela

Personalidades públicas estavam no regabofe milionário oferecido pelo grupo em um resort de luxo em Santa Catarina. A resposta foi devastadora: Mauro Mendes, Cidinho Santos, Arthur Lira, Elmar Nascimento e Marcos Pereira estariam presentes na festa bancada pelos investigados.

Para os parlamentares, o evento é a imagem perfeita da promiscuidade entre empresários e políticos que se banqueteavam enquanto o INSS era saqueado. O caso reacende o debate sobre como jantares, viagens e festas luxuosas viram moeda de troca em esquemas de corrupção, drenando recursos de aposentados e pensionistas.


A engrenagem bilionária da fraude

Associações ligadas ao grupo THG, como Ambec e Cebap, chegaram a movimentar cifras estarrecedoras. Só a Ambec arrecadava cerca de R$ 24 milhões por mês, enquanto a Cebap somava outros R$ 15 milhões mensais. Dinheiro drenado diretamente do bolso de aposentados e pensionistas para bancar privilégios, luxo e banquetes de políticos e empresários.

A oposição na Câmara já protocolou um pedido de CPI com 185 assinaturas, para investigar a fraude bilionária que envolve lavagem de dinheiro, falsificação documental e corrupção ativa e passiva.


O papel vergonhoso de Mauro Mendes

Se havia alguma dúvida sobre o alinhamento do governador de Mato Grosso, ela cai por terra com sua presença nesse banquete. Mauro Mendes, que deveria estar no comando de um estado mergulhado em problemas sociais graves, aparece confraternizando em um regabofe de luxo bancado por investigados em esquema bilionário.

É a face mais cruel da política: enquanto famílias enfrentam filas em hospitais, falta de medicamentos e a violência cresce em Mato Grosso, o governador se permite figurar ao lado de quem saqueia aposentados e pensionistas. Mendes não é um mero convidado inocente — é parte de uma engrenagem de poder que legitima esse teatro de corrupção.

Sua presença não é só constrangedora, é um insulto à população mato-grossense. O governador se coloca, mais uma vez, ao lado de quem explora os mais frágeis. Mato Grosso não precisa de governante que troca o compromisso com o povo por taças de champanhe em festas financiadas por criminosos de colarinho branco.


Pixcar: quando o salário do servidor se mistura com o caixa do crime

A denúncia ganhou ainda mais gravidade após a revelação feita pelo advogado e ex-governador Pedro Taques. Segundo ele, a maior operação da Polícia Federal contra o crime organizado no Brasil atingiu diretamente uma fintech que atua com o governo de Mato Grosso durante a gestão de Mauro Mendes.

A empresa em questão é a Pixcar, responsável pela gestão de consignados e cartões de benefícios de servidores estaduais. Relatórios da Polícia Federal já apontaram a fintech como instrumento de lavagem de dinheiro ligada ao PCC.

Na prática, o que isso significa? Que o salário e os benefícios do trabalhador mato-grossense estão sendo geridos pela mesma engrenagem financeira que abastece organizações criminosas. É o absurdo elevado ao quadrado: um governo que deveria proteger seu povo entrega, de bandeja, a folha de pagamento a quem já foi citado como braço financeiro da maior facção criminosa do país.


Mendes no epicentro do escândalo

Não é mais apenas sobre festas em resorts ou fotos constrangedoras. É sobre o uso do dinheiro do servidor, do aposentado e do pensionista como combustível de esquemas que ameaçam a democracia e a segurança do Brasil.

A cada nova revelação, fica claro que Mauro Mendes não é um mero espectador — ele é peça central de um tabuleiro onde luxo, corrupção e conivência com o crime organizado se encontram. Se antes já era vergonhoso vê-lo brindar em festas bancadas por investigados, agora é estarrecedor constatar que sua gestão mantém contratos com empresas sob investigação por lavar dinheiro para o PCC.

Mato Grosso não merece ser laboratório de facções criminosas. O povo trabalhador não pode ser refém de um governo que transforma seus salários em moeda de troca de esquemas obscuros. Mendes tem que ser cobrado, investigado e responsabilizado. O tempo da conivência já acabou.


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