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A RESISTÊNCIA TAMBÉM SE ESCREVE

Quem sempre acusou o PT de ligação com o PCC agora vê seu próprio clã atolado em drogas, enquanto Lula e Lewandowski combatem o crime organizado de frente

Pela Redação | A Voz do Povo em Tela

Nikolas Ferreira (PL-MG) construiu sua imagem política com base em fake news, vitimismo digital e ataques ao PT. Entre as mentiras mais barulhentas, está a farsa do “imposto do Pix”, que distorceu uma norma da Receita Federal voltada ao compliance fiscal e ao combate à lavagem de dinheiro. O deputado inflamou sua bolha bolsonarista contra um fantasma inexistente e ajudou a revogar um mecanismo que hoje se revela essencial: a fiscalização das fintechs.

Mas a vida, como sempre, cobra seu preço. Enquanto Nikolas fingia ser guardião dos pobres contra um suposto imposto inexistente, o Brasil assistia à prisão de seu próprio primo, Glaycon Raniere de Oliveira Fernandes, flagrado com 30 quilos de maconha e cocaína em Uberlândia. Primo que, aliás, participou de campanha política na cidade de Nova Serrana com apoio direto de Nikolas, que bancou carreatas, palanques e até emendas parlamentares de R$ 1 milhão.

Ou seja: o mesmo deputado que acusa o PT de ter ligação com o PCC é o que hoje tenta se esquivar de um escândalo dentro da própria família. A bolha bolsonarista que ecoava esse discurso agora se cala diante do óbvio: nunca houve vínculo entre PT e PCC, mas sim entre o descaso bolsonarista e a falta de combate ao crime organizado.

Basta olhar os fatos. Quem desmantelou a infiltração do PCC em fundos da Faria Lima, fintechs e arranjos de pagamento foi a Polícia Federal, sob o governo Lula e com comando do ministro Ricardo Lewandowski na Justiça. Foram identificados mais de 40 fundos de investimento ligados ao crime, um “banco paralelo” que movimentou R$ 46 bilhões e estruturas que só prosperaram porque medidas como a Instrução Normativa nº 2.219/2024 foram derrubadas pela onda de fake news de Nikolas e seus aliados.

E o ex-presidente Jair Bolsonaro, que viveu quatro anos atacando instituições, teve coragem de enfrentar o crime organizado dessa forma? Claro que não. Sua gestão preferiu proteger milicianos, afagar aliados acusados de rachadinha e dar cobertura à desinformação. Hoje, quem mostra pulso firme contra o PCC e suas ramificações financeiras é Lula, ao lado de Lewandowski.

A hipocrisia é gritante: Nikolas grita “imposto do Pix”, mas a verdade é que a farsa só ajudou a blindar criminosos. Nikolas acusa o PT de vínculos que nunca existiram, mas vê sua própria família atolada em tráfico. Nikolas se vende como moralista, mas a moral é seletiva — e cai por terra quando os fatos batem à porta.

O Brasil e o mundo já perceberam: quem combate o crime organizado não é a turma da fake news, mas um governo que fortalece PF, Receita e Justiça para enfrentar os verdadeiros inimigos do povo.


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