
Enquanto o bolsonarismo espalhava mentiras sobre o Pix, o crime organizado agradecia: bilhões circularam em fintechs sem fiscalização. Agora, o governo Lula fecha a brecha e impõe regras que sufocam o PCC.
Pela Redação | A Voz do Povo em Tela
A Receita Federal publicou nesta sexta-feira (29) a Instrução Normativa RFB nº 2.278/2025, uma medida que encerra uma das maiores brechas do sistema financeiro brasileiro: a falta de fiscalização sobre as fintechs. A partir de agora, essas empresas digitais passam a ter as mesmas obrigações de transparência impostas aos bancos tradicionais, reportando à Receita Federal movimentações financeiras, saldos e operações suspeitas.
A decisão chega após a deflagração das megaoperações Carbono Oculto, Quasar e Tank, que expuseram como o Primeiro Comando da Capital (PCC) usava fintechs para lavar dinheiro e ocultar patrimônio. Segundo a Polícia Federal e a Receita, o esquema movimentou até R$ 30 bilhões, transformando plataformas digitais em verdadeiros bancos paralelos do crime organizado.
O que são fintechs?
As fintechs — junção de financial (financeiro) e technology (tecnologia) — são empresas que oferecem serviços financeiros digitais com menos burocracia e taxas mais baixas. Milhões de brasileiros abriram contas e cartões em plataformas como Nubank, PicPay, Mercado Pago e Banco Inter.
O problema é que, por operarem até aqui com regras mais flexíveis, algumas dessas empresas acabaram sendo usadas por facções criminosas para lavar dinheiro de drogas, contrabando e corrupção, aproveitando a ausência de fiscalização.
Fake news bolsonaristas: um presente ao crime
A regulamentação já deveria estar em vigor desde janeiro de 2025, mas foi adiada por causa de uma campanha massiva de fake news bolsonaristas, espalhadas por figuras como Nikolas Ferreira, que mentiram ao dizer que a Receita Federal iria “taxar o Pix” e vigiar a vida do povo.
Esse atraso teve consequências diretas: meses adicionais de liberdade para o PCC e outras facções movimentarem bilhões sem fiscalização. Enquanto Lula e seu governo trabalhavam para fechar a brecha, o bolsonarismo atuava como cúmplice indireto do crime organizado, protegendo, ainda que por omissão e mentira, as engrenagens financeiras da criminalidade.
O que muda agora
A nova norma obriga fintechs a seguir as mesmas regras dos bancos:
- prestação de contas via e-Financeira;
- comunicação de operações suspeitas;
- fiscalização direta pela Receita Federal.
E tudo isso com vigência imediata, sem dar tempo para criminosos se reorganizarem.
Vitória do Brasil, derrota da mentira
A publicação da instrução normativa é mais do que um ato burocrático: é uma vitória do Brasil sobre o crime organizado e sobre a mentira bolsonarista. Enquanto os falsos moralistas espalhavam pânico sobre o Pix, o governo federal mostrou firmeza, integração e compromisso com a Justiça.
O recado é direto: não há espaço para fake news, nem para organizações criminosas. O Brasil está do lado do povo, contra a mentira e contra o crime.

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