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Primeira unidade será em Rondonópolis, com investimento de R$ 2,5 bilhões; projeto prevê ao menos três plantas no estado e amplia a liderança de MT no setor

Pela Redação | A Voz do Povo em Tela

A AMAGGI e a Inpasa oficializaram, nesta sexta-feira (29), a criação de uma joint venture para construir ao menos três usinas de etanol de milho em Mato Grosso, consolidando o estado como principal polo do setor no Brasil. O investimento total está estimado em R$ 7,5 bilhões, com foco em agregar valor à produção de grãos e expandir a fronteira da bioenergia no país.

A primeira unidade já tem endereço definido: será instalada em Rondonópolis, com um aporte de R$ 2,5 bilhões. A planta terá capacidade de processar 2 milhões de toneladas de milho por ano e deve gerar aproximadamente 2 000 empregos na fase de construção e 300 postos permanentes na operação.

As outras duas unidades estão em estudo para os municípios de Campo Novo do Parecis e Querência, regiões estratégicas para a produção agrícola. Além disso, fontes ligadas ao projeto não descartam que a parceria possa avançar futuramente para outros estados, como Tocantins, Goiás e São Paulo.

A força da joint venture está na combinação de expertises: a AMAGGI, referência nacional e internacional na originação de grãos e logística, somará sua estrutura consolidada à Inpasa, maior produtora de biocombustíveis à base de milho e cereais da América Latina. Juntas, as empresas prometem ampliar a competitividade, a sustentabilidade e a industrialização do agronegócio brasileiro.

Atualmente, a Inpasa já possui duas usinas em operação em Mato Grosso:

  • Sinop: considerada a maior usina de etanol de milho do mundo, com capacidade de processar até 4,6 milhões de toneladas de milho/ano e produzir 2,1 bilhões de litros de etanol/ano. Embora não haja dados oficiais sobre empregos, pelo porte da operação, o impacto socioeconômico é expressivo.
  • Nova Mutum: inaugurada em 2020, gerou cerca de 275 empregos diretos permanentes e movimentou aproximadamente 2.000 empregos indiretos durante a fase de implantação.

Esses números demonstram o impacto econômico da presença da Inpasa em Mato Grosso, fortalecendo o setor de bioenergia, ampliando a geração de empregos e diversificando a matriz energética do país.

Segundo comunicado, o aporte inicial virá do caixa das próprias empresas, sem necessidade de financiamento externo, demonstrando robustez financeira e confiança no retorno do projeto. A formalização da joint venture ainda depende de aprovação do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), conforme determina a legislação vigente.

Com a parceria, Mato Grosso reafirma sua posição de vanguarda no etanol de milho e dá mais um passo no caminho da industrialização das commodities agrícolas, fortalecendo a economia, gerando empregos e consolidando-se como referência em energia renovável no Brasil.


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